A história da grande Biblioteca Chamada de A grande Biblioteca para distinguí-la da pequena biblioteca de Serapis, foi inaugurada por Ptolomeu Sóter II (309-247 a. C.), o Filadelfo, segundo rei (282-247 a. C.) dessa dinastia, com o propósito de firmar a manutenção da civilizacão grega no interior da conservadora civilizacão egípcia. Provavelmente idealizada a partir da chegada de Demétrio Falero (350-283 a. C.), levado a Alexandria (295 a. C.) para este fim e atendendo a um projeto elaborado por Ptolomeu Sóter I (367-283 a. C.) cuja obra ficou completa com a construção de sua conexão com o Museu, a obra máxima de seu sucesor, Ptolomeu Filadelfo. Como Estrabão (63 a. C. -24) não fez menção da biblioteca em sua descrição dos edificios do porto, possivelmente se encontrava em outra parte da cidade, além do mais, sua conexão com o Museu, parece localizá-la no Brucheião, a noroeste da cidade. A formação do acervo foi constituída de várias formas, segundo muitos relatos tradicionais para aquisição dos livros, geralmente na forma de rolos. Por exemplo, os barcos que entravam no porto eram forçados a entregar algum manuscrito que transportavam. A rivalidade entre Alexandría e Pérgamo chegou em tal nível que a exportação de papiro foi proibida com o fim de perjudicar a cidade italiana. Esta rivalidade levou ao desenvolvimento de envelhecimento artificial de papiros para falsificação de cópias como originais, para aumento do acervo. Demétrio Falero (350-283 a. C.) mencionou o número de 200.000 rolos de papiro, para uma meta de 500.000. Calímaco (294-224 a. C.) criador do primeiro catálogo sistematizado da biblioteca, os Pinakes, contabilizou em 490.000 rollos e, mais tarde, Aulo Gélio (120-175) e Amiano Marcelio ( 330 – 395) em 700.000 rollos. Paolo Orósio ( 370-417), por outro lado, mencionou 400.000. João Tzetzes (1110-1181), comentarista bizantino, concluiu que o acervo estaria dividido, com 42.800 manuscritos em Serapis e 490.000 no Museu. Autores modernos falam em milhões de originais. Depois da catalogação das obras por Calímaco e Apolônio de Rodes, o primeiro bibliotecário de fato (234 a.C.) foi Zenódoto (325-234 a. C.), seguido (234-194 a. C.) por Eratóstenes (276-194 a. C.), (194-180 a. C.) Aristófanes de Bizâncio (257-180 a. C.) e (180-131 a.C.) Aristarco de Samotrácia (217-131a. C.), todos nomes de famosos estudiosos daquele período da civilização. A inclusão nesta lista do gramático Calímaco (294-224 a. C.) e do gramático e poeta épico Apolônio de Rodes (295-215 a. C.) é pouco convincente e parece cronologicamente impossível, a não ser como colaboradores iniciais na fundação da instituição e organização do acervo inicial. O trabalho dos bibliotecários consistiu na clasificacão, catalogação e edição das obras da literatura grega e exerceram uma profunda e permanente influência não só pela forma dos livros, de suas subdivisões e sua disposição, como também pela transmissão de textos em todas as fases da história da literatura. Depois de Aristarco a importância da biblioteca decaiu. Júlio César (100-44 a. C.) viu-se impelido (47 a. C.) a queimar sua frota para impedir que caísse em mãos dos Egípcios. O fogo se extendeu aos documentos e o arsenal naval e acredita-se destruiu cerca de 400.000 rolos de papiros. É mais provável, segundo o relato de Orósio, que isto não ocorreu na próprio biblioteca, e sim, depois que os rolos tivessem sido transportados de lá para porto para serem embarcardos para Roma. Sêneca (4 a. C.-65) e Aulo Gélio (120-175) também escreveram sobre essa ocorrência, porém só da queima dos manuscritos, este último apresentando-a como completa. Menos cuidadosamente os historiadores Plutarco (46-119) e Dio Cássio escreveram sobre a queima da biblioteca, porém o assunto não foi tratado pelos historiadores Cícero (106-43 a. C.) nem por Estrabão (63 a. C.-24). O prejuízo foi parcialmente reparado (41 a. C.) por Marco Antônio (83-30 a. C.) e Cleópatra VII (69-30 a. C.), com o aporte de 200.000 volumes provenientes da biblioteca de Pérgamo. Sob o imperador romano Aureliano (215-275), uma grande parte do Brucheion foi destruída (272) e é possível que a biblioteca tenha desaparecido nessa época. A mais generalizada versão da destruição da biblioteca é a que aconteceu quando Alexandria foi capturada pelos muçulmanos (642), que sob o argumento de que os escritos gregos não eram necesários e não necessitavam ser preservados, porque estavam em desacordo com os ensinamentos de Alá e, portanto, eram perniciosos e deveriam ser destruídos. A versão de que teriam sido usados como lenha, hoje está descartada, pois o gesto não seria coerente com os costumes muçulmanos e, além disso, segundo alguns historiadores essa versão ganhou corpo cerca de um século depois da captura da cidade, aumentando as possibilidades de que a monumental biblioteca tenha sido destruída muito antes da invasão muçulmana. Segundo a lenda, no entanto, a biblioteca foi destruída pelo fogo em três ocasiões, sendo a primeira (272) por ordem do imperador romano Aureliano (215-275), depois (391), quando o imperador Teodósio I (347-395) arrasou-a, juntamente com outros edifícios pagãos, e finalmente (640) pelos muçulmanos, sob a chefia do califa Omar I (581-644). Saliente-se ainda que existe uma suposição de que a pequena biblioteca de Serapis, com pouco mais de 40 mil volumes, foi destruída quando o Templo de Serapis foi demolido (391) por ordem do cristão radical Teófilo (335-412), nomeado (385) patriarca de Alexandria, durante sua violenta campanha de destruição de todos os templos e santuários não-cristãos daquela cidade, com o apoio do imperador FlávioTeodósio (347-395), após a proclamação (380) do Cristianismo como Religião do Estado. Essa loucura destruidora já teria sido responsável, então, pela demolição dos templos de Mitríade e de Dionísio, porém não há uma informação definitiva dos acontecimentos em relação à biblioteca. Saliente-se ainda que Hipatia (370-415), a última grande matemática da Escola de Alexandria, a bela filha de Téon de Alexandria (335-395), foi assassinada por uma multidão de monges cristãos, incitada por Cirilo (376-444), sobrinho e e sucessor de Teófilo como patriarca de Alexandria, que depois seria canonizado pela Igreja Católica. Após o seu assassinato, numerosos pesquisadores e filósofos trocaram Alexandria pela Índia e pela Pérsia, e a cidade deixou de ser o grande centro de ensino das ciências do Mundo Antigo. Fonte: www.dec.ufcg.edu.br Biblioteca de Alexandria A Biblioteca de Alexandria A superstição é uma covardia face ao divino, escreveu Teofrasto, que viveu no tempo da Biblioteca de Alexandria. Habitamos num universo no qual os átomos são produzidos no centro das estrelas; no qual em cada segundo nascem um milhar de sóis, no qual a luz do sol e os relâmpagos fazem surgir a faísca da vida no ar e na água dos planetas mais novos; no qual o material de base da evolução biológica resulta por vezes da explosão de uma estrela no meio da Via Láctea; no qual uma coisa tão bela como uma galáxia se formou cem mil milhões de vezes um cosmos de quasares e quarks, de flocos de neve e pirilampos, onde talvez existam buracos negros e outros universos e civilizações extraterrestres cujas mensagens de rádio chegam neste momento à Terra. Em comparação com isto, quão pobre são as pretensões da superstição e da pseudociência; quão importante é para nós continuar esse esforço que caracteriza o homem: a prossecução e a compreensão da natureza. Cada aspecto da natureza revela um profundo mistério e acorda em nós um sentimento de respeito e deslumbramento. Teofrasto tinha razão. Quem receia o universo tal como é, quem se recusa a acreditar no conhecimento e idealiza um cosmos centrado nos seres humanos prefere o conforto efêmero das superstições. Prefere evitar o mundo a enfrentá-lo. Mas quem tem a coragem de explorar a estrutura e textura do cosmos, mesmo quando este difere acentuadamente de seus desejos e preconceitos, irá penetrar profundamente nos seus mistérios. Não há na Terra outras espécies que tenham alcançado a ciência, que continua a ser uma invenção humana, produzida por uma espécie de seleção natural ao nível do córtice cerebral, e isto por uma razão muito simples: produz bons resultados. Sem dúvida que a ciência não é perfeita e pode ser mal utilizada, mas é de longe o melhor instrumento que temos, que se corrige a si próprio, que progride sem cessar, que se aplica a tudo. Obedece a duas regras fundamentais: primeiro, não existem verdades sagradas, todas as asserções devem ser cuidadosamente examinadas com espírito crítico, os argumentos de autoridade não têm valor; segundo, tudo o que estiver em contradição com os fatos tem de ser afastado ou revisto. Temos de entender o cosmos como ele é e não confundir aquilo que é com aquilo que gostaríamos que fosse. Por vezes, o óbvio está errado e o insólito é verdadeiro. Num contexto alargado, todos os seres humanos partilham as mesmas aspirações. E o estudo do cosmos fornece o contexto mais alargado possível. A atual cultura mundial é uma espécie de arrogante novidade; chegou à cena planetária depois de 4 mil e 500 milhões de anos e, depois de ter passado os olhos em redor durante uns milhares de anos, declarou-se detentora de verdades eternas. Mas num mundo em tão rápida mudança como o nosso, tal atitude é o caminho certo para o desastre. Nenhuma nação, nenhuma religião, nenhum sistema econômico, nenhum corpo de conhecimento pode oferecer todas as respostas quando está em jogo a nossa sobrevivência. Devem certamente existir sistemas que funcionem muito melhor do que qualquer um dos que temos. Conforme a boa tradição científica, a nossa tarefa é descobri-los. Uma vez já, na nossa história, houve a promessa de uma brilhante civilização científica. Resultante do grande acordar jônico, a Biblioteca de Alexandria era, há dois mil anos, uma cidadela onde os melhores intelectos da antiguidade estabeleceram os fundamentos para o estudo sistemático da matemática, da física, da biologia, da astronomia, da literatura, da geografia e da medicina. Ainda hoje edificamos sobre essas bases. A biblioteca foi construída e financiada pelos Ptolomeus, os reis gregos que herdaram a parte egípcia do império de Alexandre o Grande. Desde a época da sua fundação, no terceiro século antes de Cristo, até a sua destruição sete séculos depois, foi o cérebro e o coração do mundo antigo. Alexandria era a capital editorial do planeta. É claro que na altura não existia a imprensa. Os livros eram caros; cada exemplar tinha de ser copiado à mão. A biblioteca era o repositório das melhores cópias do mundo. Foi ali inventada a arte da edição crítica. O Antigo Testamento chegou-nos diretamente das traduções gregas feitas na Biblioteca de Alexandria. Os Ptolomeus usaram muita da sua enorme riqueza na aquisição de todos os livros gregos, assim como dos trabalhos originários da África, da Pérsia, da Índia, de Israel e de outras regiões do mundo. Ptolomeu III Evergeto tentou pedir em empréstimo a Atenas os manuscritos originais ou as cópias oficiais das grandes tragédias de Sófocles, Esquilo e Eurípedes. Para os atenienses, esses textos eram uma espécie de patrimônio cultural um pouco como, para a Inglaterra, os manuscritos ou as primeiras edições das obras de Shakespeare; por isso, mostraram-se reticentes em deixar os manuscritos sair das suas mãos por um instante que fosse. Só aceitaram ceder as peças depois de Ptolomeu ter assegurado a devolução através de um enorme depósito em dinheiro. Mas Ptolomeu dava mais valor a esses manuscritos do que ao ouro ou à prata. Preferiu por conseguinte perder a caução e conservar, o melhor possível, os originais na sua biblioteca. Os atenienses, ultrajados, tiveram de se contentar com as cópias que Ptolomeu, pouco envergonhado, lhes deu. Raramente se viu um estado encorajar a busca da ciência com tal avidez. Os Ptolomeus não se limitaram a acumular conhecimentos adquiridos; encorajaram e financiaram a investigação científica e deste modo geraram novos conhecimentos. Os resultados foram espantosos: Erastóstenes calculou com precisão o tamanho da Terra, traçou o seu mapa, e defendeu que se podia atingir a Índia viajando para oeste a partir de Espanha; Hiparco adivinhou que as estrelas nascem, deslocam-se lentamente ao longo de séculos e acabam por morrer; foi o primeiro a elaborar um catálogo indicando a posição e magnitude das estrelas de modo a poder detectar essas mudanças. Euclides redigiu um tratado de geometria com base no qual os seres humanos aprenderam durante vinte e três séculos, trabalho que iria contribuir para despertar o interesse científico de Kepler, Newton e Einstein; os escritos de Galeno acerca da medicina e da anatomia dominaram as ciências médicas até ao renascimento. E muitos outros exemplos, já apontados neste livro. Alexandria era a maior cidade que o mundo ocidental já conhecera. Pessoas de todas as nações iam até lá para viver, fazer comércio, estudar; todos os dias chegavam aos seus portos mercadores, professores e alunos, turistas. Era uma cidade em que os gregos, egípcios, árabes, sírios, hebreus, persas, núbios, fenícios, italianos, gauleses e iberos trocavam mercadorias e ideias. Foi provavelmente aí que a palavra cosmopolita atingiu o seu mais verdadeiro sentido cidadão, não apenas de uma nação, mas do cosmos. (A palavra cosmopolita foi inventada por Diógenes, o filósofo racionalista crítico de Platão.) Estavam certamente aqui as raízes do mundo moderno. Que foi que os impediu de crescer e florescer? Por que razão o ocidente adormeceu para só acordar um milhar de anos depois, quando Colombo, Copérnico e os seus contemporâneos redescobriram o mundo criado em Alexandria? Não me é possível dar uma resposta simples, mas sei pelo menos o seguinte: não há registro, em toda a história da biblioteca, de que qualquer um dos seus ilustres cientistas e estudiosos tivesse alguma vez desafiado a sério os princípios políticos, econômicos e religiosos da sua sociedade… A permanência das estrelas era posta em dúvida, mas não a da escravatura. A ciência e a sabedoria em geral eram domínio de alguns privilegiados, a vasta população da cidade não tinha a mais leve noção do que se passava dentro da biblioteca, ninguém lhe explicava nem divulgava as novas descobertas, para ela a investigação tinha utilidade quase nula. As descobertas nos campos da mecânica e da tecnologia do vapor eram sobretudo aplicadas no aperfeiçoamento de armas, no encorajar das superstições e no entretenimento dos reis. Os cientistas nunca se deram conta do potencial de libertação dos homens que as máquinas continham. (À única exceção de Arquimedes, que enquanto esteve na Biblioteca de Alexandria inventou o parafuso de água, ainda hoje utilizado no Egito para a irrigação dos campos. Mas mesmo assim considerava que esses mecanismos engenhosos tinham pouco a ver com a dignidade da ciência.) As grandes realizações intelectuais da antiguidade tiveram poucas aplicações imediatas: a ciência nunca cativou a imaginação das massas. Não havia contrapeso para a estagnação, o pessimismo, e a mais vil submissão ao misticismo. E quando por fim a populaça veio incendiar a biblioteca, não houve ninguém que a impedisse de o fazer. O último cientista a trabalhar na biblioteca foi… uma mulher. Distinguiu-se na matemática, na astronomia, na física e foi ainda responsável pela escola de filosofia neoplatônica uma extraordinária diversificação de atividades para qualquer pessoa da época. O seu nome, Hipácia. Nasceu em Alexandria em 370. Numa época em que as mulheres tinham poucas oportunidades e eram tratadas como objetos, Hipácia movia-se livremente e sem problemas nos domínios que pertenciam tradicionalmente aos homens. Segundo todos os testemunhos, era de grande beleza. Tinha muitos pretendentes, mas rejeitou todas as propostas de casamento. A Alexandria do tempo de Hipácia então desde há muito sob o domínio romano era uma cidade em que se vivia sob grande pressão. A escravatura tinha retirado à civilização clássica a sua vitalidade, a igreja cristã consolidava-se e tentava eliminar a influência e a cultura pagãs. Hipácia encontrava-se no meio dessas poderosas forças sociais. Cirilo, o arcebispo de Alexandria, desprezava-a por causa da sua relação estreita com o governador romano, e porque ela era um símbolo da sabedoria e da ciência, que a igreja nascente identificava com o paganismo. Apesar do grande perigo que corria, continuou a ensinar e a publicar até que no ano de 415, a caminho do seu trabalho, foi atacada por um grupo de fanáticos partidários do arcebispo Cirilo. Arrastaram-na para fora do carro, arrancaram-lhe as roupas e, com conchas de abalone, separaram-lhe a carne dos ossos. Os seus restos foram queimados, os seus trabalhos destruídos, o seu nome esquecido. Cirilo foi santificado. A glória da Biblioteca de Alexandria é agora apenas uma vaga recordação. T udo aquilo que dela restava foi destruído logo a seguir à morte de Hipácia. Foi como se a civilização inteira tivesse efetuado uma lobotomia a si mesma, e grande parte dos seus laços com o passado, das suas descobertas, das suas ideias e das suas paixões extinguiram-se para sempre. A perda foi incalculável. Em alguns casos, apenas conhecemos os aliciantes títulos das obras então destruídas, mas, na sua maioria, não conhecemos nem os títulos nem os autores. Sabemos que das 123 peças de teatro de Sófocles existentes na biblioteca, só sete sobreviveram. Uma delas é o Édipo Rei. Os mesmos números aplicam-se às obras de Ésquilo e Eurípedes. É um pouco como se os únicos trabalhos sobreviventes de um homem chamado William Shakespeare fossem Coriolano e O Conto de Inverno, mas sabendo nós que ele escrevera outras peças, hoje desconhecidas embora aparentemente apreciadas na época, obras chamadas Hamlet, Macbeth, Júlio César, Rei Lear, Romeu e Julieta… Fonte: www.ateus.net Biblioteca de Alexandria A Biblioteca de Alexandria, o coração da humanidade Durante uns sete séculos, entre os anos de 280 a.C. a 416, a biblioteca de Alexandria reuniu o maior acervo de cultura e ciência que existiu na antigüidade. Ela não contentou-se em ser apenas um enorme depósito de rolos de papiro e de livros, mas por igual tornou-se uma fonte de instigação a que os homens de ciência e de letras desbravassem o mundo do conhecimento e das emoções, deixando assim um notável legado para o desenvolvimento geral da humanidade. Fundando uma biblioteca Fascinada por leituras, a jovem princesa Cleópatra visitava quase que diariamente a grande biblioteca da cidade de Alexandria. Mesmo quando César ocupou a maior parte da cidade, no ano de 48 a.C., ela, sua amante e protegida, o fazia acompanhá-la na busca de novas narrativas. O conquistador romano, também um homem de letras, um historiador, ficara impressionado com a desenvoltura cultural dela. Acoplada ao Museu, mandando construir pelo seu ilustre antepassado e fundador da dinastia, o rei do Egito Ptolomeu I Sóter (o Salvador), que reinou de 305 a 283 a.C. , a biblioteca tornara-se, até aquela época, o maior referencial cientifico e cultural do Mundo Antigo (*). Tudo indica que o erguimento daquele magnífico edifício no bairro do Bruquéion, nas proximidades do palácio real, deveu-se a insistência de Demétrio de Falério, um talentoso filósofo exilado que encheu os ouvidos de Ptolomeu para que ele tornasse Alexandria uma rival cultural de Atenas. Mudar o Egito Quem realmente levou a tarefa adiante foi o sucessor dele, Ptolomeu Filadelfo (o amado da irmã) que, além de ter erguido o famoso farol na ilha de Faro e aberto um canal que ligava o rio Nilo ao Delta, , logo percebeu as implicações políticas de fazer do Museu e da Biblioteca um poderoso enclave da cultura grega naquela parte do mundo. A nova dinastia de origem grega, chamada dos Lágidas (*), que passara a governar o país dos faraós, ao tempo em que se afirmava no poder, desejou também transformá-lo. Desencravando o trono real da cidade de Mênfis, situada nas margens do rio Nilo, no interior, transferindo-o para Alexandria, nas beiras do mar Mediterrâneo, a nova capital tinha a função de arrancar o milenaríssimo reino do sarcófago em que o enterraram por séculos, abrindo-lhe a cripta para que novos ares adentrassem. Sarcófago real em Mênfis Fazer com que o povo, ou pelo menos sua elite, se livrasse de ser tiranizados por sacerdotes e mágicos de ocasião que infestavam o pais. Gente que só pensava em viver num outro mundo, o do Além, e como seriam sepultados. Era o momento deles darem um basta ao Vale dos Mortos e celebrar os hinos à vida, exaltada pela cultura helenística. Mesmo os horrores de uma tragédia de Ésquilo ou Sófocles tinham mais emoção e paixão do que o soturno Livro dos Mortos. Era a hora das múmias e dos embalsamadores cederem o seu lugar aos sátiros e aos cientistas, de pararem de adorar o Boi Apis e se convertessem ao culto dos deuses antropomórficos. Filadelfo, porém, que era um entusiasta da ciência, num ato sincrético, fundindo costumes gregos com egípcios, resolveu reintroduzir o antigo cerimonial existente entre as dinastias do país do faraó esposar a própria irmã, tornando a princesa Arsinoe II a sua mulher. Dizem que um outro Ptolomeu, dito Evergetes (o Benfeitor), morto em 221 a.C., ficou tão obsecado em aumentar o acervo da biblioteca que teria ordenado a apreensão de qualquer livro trazido por um estrangeiro, o qual era imediatamente levado aos escribas que então tiravam uma cópia, devolvendo depois o original ao dono, premiado com 15 talentos. Por essa altura, entre os séculos II e I a.C., Alexandria , que fora fundada por Alexandre o Grande em 332 a.C., assumira, com todos os méritos, ser a capital do mundo helenistico. Centro cosmopolita, por suas ruas, praças e mercados, circulavam gregos, judeus, assírios, sírios, persas, árabes, babilônios, romanos, cartagineses, gauleses, iberos, e de tantas outras nações. A efervescência dai resultante, é que fez com que ela se tornasse um espécie de Paris ou de Nova Iorque daquela época, cuja ênfase maior foi porém a ciência e a filosofia. (*) Os Lágidas ou Ptolomeus, governaram o Egito a partir da partilha feita entre os Diadochoi, os diádocos, os generais de Alexandre o Grande, quando da morte deste em 323 a.C. Coube ao primeiro Ptolomeu, autodesignado Sóter (o Salvador), tornar-se rei do Egito no ano de 305 a.C., iniciando uma dinastia que teve 14 Ptolomeus e 7 Cleópatras. A última rainha do Egito foi Cleópatra VII, que suicidou-se em 30 a.C. , ocasião em que o país caiu sobre a dominação romana de Otávio Augusto. A Biblioteca de Alexandria, o coração da humanidade O bibliotecário-chefe Para qualquer intelectual grego ser convidado para o cargo de bibliotecário-chefe em Alexandria era atingir o Olimpo. Cercado por milhares de manuscritos, quase tudo o que a sabedoria antiga produzira sobre matemáticas, astronomia, mecânica e medicina, ele sentia-se como se fosse um Zeus todo-poderoso controlando as letras, os números e as artes. Conviver com rolos e mais rolos, bem organizados e classificados por assuntos, dos escritos de Platão, de Aristóteles, de Zenão, de Euclides, de Homero, de Demóstenes, de Isócrates, de Xenofonte, de Píndaro, de Tucidides, de Safo, e de tantos outros, era um deleite permanente (*). Ao que se somava a Septuagint, os 70 manuscritos que continham a tradução do Pentateuco, o Velho Testamento hebraico para o grego, feito por 72 sábios judeus convidados por Ptolomeu Filadelfo para realizar o feito em Alexandria. As atribuições do bibliotecário-chefe transcendiam as funções habituais, pois eles eram também humanistas e filólogos encarregados de reorganizar as obras dos autores antigos (foi Zenôdo quem estruturou a Ilíada e a Odisséia em 24 cantos cada um, depurando-lhes os versos espúrios). Além disso, ele também era encarregado da tutoria dos príncipes reais, a quem devia orientar nas leituras e no gosto. (*) Os rolos de papiro mediam 25 cm de altura por 11 metros de cumprimento, alcançando alguns até 30 metros. Eram escritos sem separação das palavras, com exceção de uma pausa (paragraphos), não havia vírgulas nem pontuação. As folhas, denominadas de cólemas, eram coladas umas as outras antes da sua utilização, e a página que abria o rolo chamava-se protocollon (dai a nossa palavra protocolo). Principais bibliotecários Bibliotecário-chefe / Período Demétrio de Faléreo / 284 a.C. Zenôdoto de Éfeso / 284-260 a.C. Calímaco de Cirene / 260-240 a.C. Apolônio de Rodes / 240-235 a.C. Erastóstenes de Cirene / 235-195 a.C. Apolônio Eidógrafo / 180-160 a.C. Aristarco de Samotrácia / 160-145 a.C. O acervo e os cientistas Em seus primeiros três séculos, da fundação da biblioteca à chegada de César, disseram que as estantes, partindo dos 200 rolos iniciais do tempo de Filadelfo, chegaram a acomodar mais de 700 mil textos em volumes diversos, mas que, infelizmente, parte deles perdeu-se num incêndio acidental quando César por lá esteve (acredita-se que o que foi queimado era uma carga de papiros que estavam no porto esperando serem embarcados para Roma). Seja como for, parece ter sido a intenção de Marco Antônio, o outro líder romano que tornou-se amante e depois marido de Cleópatra, ressarcir as perdas sofridas com o incêndio de 48 a.C., doando para a biblioteca de Alexandria, no ano de 41 a.C., outros 200 mil pergaminhos e livros retirados por ele da biblioteca de Pérgamo, rival da de Alexandria. Desastres esses que de modo algum impediram que ela continuasse sendo visitada por homens ilustres como Arquimedes, ou tivessem embaraçados os cientistas da cidade. As contribuições universais do complexo cultural instalado em Alexandria, uma verdadeira fábrica de sabedoria, foram impressionantes: enquanto Aristarco esboçou a primeira teoria heliocêntrica (a que inspirou Copérnico), coube a Cláudio Ptolomeu, um geocentrista, fundar a moderna astronomia científica. Ao tempo em que Erastóstenes, um outro bibliotecário- chefe, mediu com precisão a Terra, o grande Euclides, ainda no tempo de Ptolomeu Sóter, lançava o Stoicheia ( Elementos), seu imortal estudo de geometria. Até Hypatia, morta em 415, uma das primeiras cientistas que se tem registro, atuou por lá, até que fanáticos cristãos impediram-na de continuar com suas pesquisas. O cerco intolerante sobre a biblioteca Quem terminou por fazer carga cerrada contra a existência do Templo de Serapium e da soberba biblioteca anexa a ele, ainda que empobrecida no século 4, foi o bispo Téofilo, Patriarca de Alexandria, um cristão fundamentalista dos tempos de Teodósio o Grande, que viu naquele prédio um depósito das maldades do paganismo e do ateísmo, mobilizando a multidão cristão para a sua demolição, ocorrida provavelmente no ano de 391. Portanto, hoje encontra-se em total descrédito a narrativa que responsabilizara os muçulmanos, especialmente o califa Omar de Damasco, de ter mandado o general Amrou incendiar a grande biblioteca no ano de 642, depois que as tropas árabes ocuparam a cidade. Ao desaparecimento definitivo dela deve-se ainda associar ao fechamento das academias de filosofia, entre elas a de Platão, ocorrida em 526 (que funcionara durante novecentos anos), determinada pelo imperador Justiniano, encerrando-se assim (devido a maneira lamentável e intolerante de agir do cristianismo daqueles primeiros tempos), as grande contribuições que o mundo antigo deu para a humanidade. Erasistratus, médico da escola de Alexandria cura o jovem Antíoco (tela de L.David, 1774) A boa nova que nos chegou do Oriente Médio, região tão rara em produzir noticias felizes, é o da inauguração da Nova Biblioteca de Alexandria, acontecido em outubro de 2002, um colossal empreendimento que visa recuperar a imagem da cidade como um centro de sabedoria, posição que perdeu há bem mais de 1500 anos . Que os espíritos dos grandes do passado inspirem os que virão no futuro nesta grandiosa tarefa. Fonte: www.educaterra.terra.com.br Biblioteca de Alexandria A Biblioteca de Alexandria A Biblioteca de Alexandria foi uma das maiores bibliotecas do mundo e se localizava na cidade egípcia de Alexandria que fica ao norte do Egito, situada a oeste do delta do rio Nilo, às margens do Mar Mediterrâneo. É hoje, o mais importante porto do país, a principal cidade comercial e a segunda maior cidade do Egito. Tem cerca de 4.4 milhões de habitantes. Representação do Farol de Alexandria A cidade ficou conhecida por causa do empreendimento de tornar-se, na Antigüidade, o centro de todo conhecimento do homem, com a criação da Biblioteca de Alexandria. Considera-se que tenha sido fundada no início do século III a.C., durante o reinado de Ptolomeu II do Egito, após seu pai ter construído o Templo das Musas (Museum). É atribuída a Demétrio de Falero sua organização inicial. Estima-se que a biblioteca tenha armazenado mais de 400.000 rolos de papiro, podendo ter chegado a 1.000.000. Foi destruída parcialmente inúmeras vezes, até que em 646 foi destruída num incêndio acidental. A instituição da antiga Biblioteca de Alexandria tinha como o principal objetivo preservar e divulgar a cultura nacional. Continha livros que foram levados de Atenas. Ela se tornou um grande centro de comércio e fabricação de papiros. Papiro é, originalmente, uma planta perene da família das ciperáceas cujo nome científico é Cyperus papyrus, por extensão é também o meio físico usado para a escrita (percursor do papel) durante a Antigüidade (sobretudo no Antigo Egito, civilizações do Oriente Médio, como os hebreus e babilônios, e todo o mundo greco-romano). Foi por volta de 2200 anos antes de Cristo que os egípcios desenvolveram a técnica do papiro, um dos mais velhos antepassados do papel. Para confeccionar o papiro, corta-se o miolo esbranquiçado e poroso do talo em finas lâminas. Depois de secas, estas lâminas são mergulhadas em água com vinagre para ali permanecerem por seis dias, com propósito de eliminar o açúcar. Outra vez secas, as lâminas são ajeitadas em fileiras horizontais e verticais, sobrepostas umas às outras. A seqüência do processo exige que as lâminas sejam colocadas entre dois pedaços de tecido de algodão, por cima e por baixo, sendo então mantidas prensadas por seis dias. E é com o peso da prensa que as finas lâminas se misturam homogeneamente para formar o papel amarelado, pronto para ser usado. O papel pronto era, então, enrolado a uma vareta de madeira ou marfim para criar o rolo que seria usado na escrita. A lista dos grandes pensadores que freqüentaram a biblioteca e o museu de Alexandria inclui nomes de grandes gênios do passado. Importantes obras sobre geometria, trigonometria e astronomia, bem como sobre idiomas, literatura e medicina, são creditados a eruditos de Alexandria. Segundo a tradição, foi ali que 72 eruditos judeus traduziram as Escrituras Hebraicas para o grego, produzindo assim a famosa Septuaginta (tradução da Tora para o idioma grego, feita no século III a.C.). Ela foi encomendada por Ptolomeu II (287 a.C.-247 a.C.), rei do Egito, para ilustrar a recém inaugurada Biblioteca de Alexandria. A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos trabalharam nela e, segundo a lenda, teriam completado a tradução em setenta e dois dias. A Septuaginta foi usada como base para diversas traduções da Bíblia. Fonte: www.amigosdolivro.com.br Biblioteca de Alexandria O imenso arquivo de livros considerados ‘perigosos’, como as obras de Bérose que relatavam seus encontros com extraterrestres ou ‘Sobre o feixe de luz’, provavelmente a primeira obra sobre discos voadores, os livros secretos que davam poder ilimitado, os segredos da alquimia….tudo desapareceu A cidade foi fundada, como seu nome o diz, por Alexandre, o Grande , entre 331 e 330 a.C. Uma fantástica coleção de saber foi definitivamente aniquilada pelos árabes em 646 da era cristã. Antes disso muitos ataques foram destruindo aos poucos esse monumento. Alexandria foi a primeira cidade do mundo totalmente construida em pedra. A biblioteca compreendia dez grandes salas e quartos separados para os consultantes. Discute-se, ainda, a data de sua fundação, por Demétrios de Phalére. Desde o começo, ele agrupou setecentos mil livros e continuou aumentando sempre esse número. Os livros eram comprados às expensas do rei. Demétrios foi o primeiro ateniense a descolorir os cabelos, alourando-os com água oxigenada. Depois foi banido de seu governo e partiu para Tebas. Lá escreveu um grande número de obras, uma com o título estranho: ‘Sobre o feixe de luz no céu’, que é provavelmente, a primeira obra sobre discos voadores. Demétrios tornou-se célebre no Egito como mecenas das ciências e das artes, em nome do rei Ptolomeu I . Ptolomeu II continuou a interessar-se pela biblioteca e pelas ciências, sobretudo a zoologia. Nomeou como bibliotecário a Zenodotus de Éfeso, nascido em 327 a.C., e do qual ignoram as circunstâncias e data da morte. Depois disso, uma sucessão de bibliotecários , através dos séculos, aumentou a biblioteca, acumulando pergaminhos, papiros, gravuras e mesmo livros impressos, se formos crer em certas tradições. A biblioteca continha portanto documentos inestimáveis. Sabe-se que um bibliotecário se opôs, violentamente ,à primeira pilhagem da biblioteca por Júlio César, no ano 47 a.C., mas a história não tem o seu nome. O que é certo é já na época de Júlio César, a biblioteca de Alexandria tinha a reputação corrente de guardar livros secretos que davam poder praticamente ilimitado. Quando Júlio César chegou a Alexandria a biblioteca já tinha pelo menos setecentos mil manuscritos. Os documentos que sobreviveram dão-nos uma idéia precisa. Havia lá livros em grego. Evidentemente, tesouros: toda essa parte que nos falta da literatura grega clássica. Mas entre esses manuscritos não deveria aparentemente haver nada de perigoso. Ao contrário , o conjunto de obras de Bérose é que poderia inquietar. Sacerdote babilônico refugiado na Grécia, Bérose nos deixou de um encontro o relato com os extraterrestres: os misteriosos Apkallus, seres semelhantes a peixes, vivendo em escafandros e que teriam trazido aos homens os primeiros conhecimentos científicos. Bérose viveu no tempo de Alexandre, o Grande, até a época de Ptolomeu I. Foi sacerdote de Bel-Marduk na babilônia. Era historiador, astrólogo e astrônomo. Inventou o relógio de sol semicircular. Fez uma teoria dos conflitos entre os raios dos Sol e da Lua que antecipa os trabalhos mais modernos sobre interferência da luz. A História do Mundo de Bérose, que descrevia seus primeiros contatos com os extraterrestres, foi perdida. Restam alguns fragmentos, mas a totalidade desta obra estava em Alexandria. Nela estavam todos os ensinamentos dos extraterrestres. A ofensiva seguinte, a mais séria contra a livraria, foi feita pela Imperatriz Zenóbia . Ainda desta vez a destruição não foi total, mas livros importantes desapareceram. Conhecemos a razão da ofensiva que lançou depois dela o Imperador Diocleciano ( 284–305 d.C. ). Diocleciano quis destruir todas as obras que davam os segredos de fabricação do ouro e da prata. Isto é, todas as obras de alquimia. Pois ele pensava que se os egipcios pudessem fabricar à vontade o ouro e a prata, obteriam assim meios para levantar um exército e combater o império. Diocleciano mesmo filho de escravo, foi proclamado imperador em 17 de setembro de 284. Era ao que tudo indica, perseguidor nato e o último decreto que assinou antes de sua abdicação em maio de 305, ordenava a destruição do cristianismo. Diocleciano foi de encontro a uma poderosa revolta do Egito e começou em julho de 295 o cerco à Alexandria. Tomou a cidade e nessa ocasião houve um massacre. Entretanto, segundo a lenda, o cavalo de Diocleciano deu um passo em falso ao entrar na cidade conquistada e Diocleciano interpretou tal acontecimento como mensagem dos deuses que lhe mandavam poupar a cidade. A tomada de Alexandria foi seguida de pilhagens sucessivas que visavam acabar com os manuscritos de alquimia. E todos manuscritos encontrados foram destruidos . Eles continham as chaves essenciais da alquimia que nos faltam para a compreensão dessa ciência, principalmente agora que sabemos que as transmutações metálicas são possíveis. Seja como for, documentos indispensáveis davam a chave da alquimia e estão perdidos para sempre: mas a biblioteca continuou. Apesar de todas as destruições sistemáticas que sofreu , ela continuou sua obra até que os árabes a destruissem completamente. E se os árabes o fizeram, sabiam o que faziam. Já haviam destruido no prórpio Islã – assim como na Pérsia – grande número de livros secretos de magia, de alquimia e de astrologia. A palavra de ordem dos conquistadores era “não há necessidade de outros livros, senão o Livro”, isto é , o Alcorão. Assim , a destruição de 646 d.C. visava não propriamente os livros malditos, mas todos os livros. O historiador muçulmano Abd al-Latif (1160-1231) escreveu: “A biblioteca de Alexandria foi aniquilada pelas chamas por Amr ibn-el-As, agindo sob as ordens de Omar, o vencedor”. Esse Omar se opunha aliás a que se escrevessem livros muçulmanos, seguindo sempre o princípio: “o livro de Deus é-nos suficiente”. Era um muçulmano recém-convertido, fanático, odiava os livros e destruiu-os muitas vezes porque não falavam do profeta. É natural que terminasse a obra começada por Julio César, continuada por Diocleciano e outros. Fonte: www.fenomeno.matrix.com.br Biblioteca de Alexandria O Império Macedônico estendeu-se, como vimos, por todo o mundo conhecido, da Sicília à África do Norte, da Península Balcânica à Ásia Menor, do Irão à Índia e ao Afeganistão. Vimos também que Filipe II, e posteriormente Alexandre, desenvolveram uma política de aproximação às culturas dos povos conquistados. É neste contexto que se deve entender o significado ecuménico da Biblioteca. Com o intuito de compreender melhor os povos conquistados, era necessário reunir e traduzir os seus livros, em especial os livros religiosos uma vez que a religião era, de acordo com Canfora (1989: 28), “a porta de suas almas”. Interessa também realçar que o Egipto era um país onde a tradição da cultura e das coleções sempre tinha existido. Na verdade, desde o tempo dos antigos faraós que existiam bibliotecas. Por outro lado, alguns soberanos Assírios e Babilônicos possuíam também bibliotecas. Em Ninive, foi mesmo encontrada em 1849 por Layard, a biblioteca cuneiforme do rei assírio Assurbanipal, cujos livros eram placas de argila. No entanto, a primeira biblioteca particular realmente importante, antes da biblioteca de Alexandria, foi a biblioteca de Aristóteles elaborada, em parte, graças aos generosos subsídios de Alexandre. A fundação da Biblioteca Por conselho de Demétrio de Falero, Ptolomeu Soter, vai fundar uma nova biblioteca. O edifício será construído no mais belo bairro da nova cidade, nas proximidades do porto principal, onde também se encontrava o palácio real, prova bem clara da importância que Ptolomeu, desde o princípio, lhe atribuiu. Para além dos inúmeros livros que Demétrío e Ptolomeu I compraram para a biblioteca, esta foi crescendo também graças ao contributo que os sábios e os literatos da época iam dando (refira-se por exemplo, o caso do filólogo Dídimo (313 – 398 d.C.), que terá composto cerca de três mil e quinhentos volumes de comentários). A coleção de base acumulada por Ptolomeu I aumentou com enorme rapidez nos dois reinados seguintes. Ptolomeu III, o Evérgeta (reinado: 246 – 221 a.C.), usou de todos os métodos para obter livros. Assim, todos os navios mercantes fundeados no movimentado porto de Alexandria, eram revistados e os livros encontrados retidos e copiados. Conta-se também que Ptolomeu III pedira emprestado a Atenas os manuscritos originais ou as cópias oficiais das grandes tragédias de Ésquilo (525 – 456 a.C.), Sófocles (496 – 406 a.C.) e Eurípedes (480 – 406 a.C.). Acontece porém que, para os Atenienses, esses textos eram um patrimônio cultural de valor incalculável, razão pela qual se mostraram reticentes em deixar os manuscritos sair das suas mãos. Só depois de Ptolomeu ter assegurado a devolução através de um enorme depósito em dinheiro (quinze talentos) aceitaram ceder as peças. Mas Ptolomeu, que atribuía maior valor a esses manuscritos do que ao próprio ouro, preferiu perder a caução e conservar os originais na sua biblioteca. Os Atenienses tiveram que contentar-se com as cópias que Ptolomeu lhes enviou. A Biblioteca continha tudo o que a literatura grega produzira de interessante. É certo também que existiam obras estrangeiras traduzidas ou não. Dentro das obras traduzidas pelo corpo de tradutores do próprio museu, distingue-se a tradução em língua grega dos chamados Setenta, livros sagrados dos Judeus a que chamamos Antigo Testamento. Uma lenda diz que Ptolomeu II Filadelfo (rei do Egipto entre 283 e 246 a. C.) reuniu setenta e dois sábios judeus e lhes pediu que traduzissem para o grego as suas Escrituras. No entanto, a tradução foi na realidade bem mais demorada. O Pentateuco só foi acabado de traduzir no séc. III, os livros dos Profetas e os Salmos no século II, e o Eclesiastes cerca de cem anos após a era cristã. A dedicação e devoção revelada pelos soberanos do Egipto e pelos responsáveis pelo Museu permitiu reunir a maior coleção de livros da antiguidade. Pensa-se que a Biblioteca chegou a reunir cerca de 400 mil volumes. Tendo-se tornado insuficiente o espaço, o Serapeion (templo de Serápis) recebeu um outro depósito, de cerca de 300 mil volumes, totalizando assim 700 mil volumes. Estátua do deus Serápis séc. IV a. C.. Adorado tanto pelos Gregos como pelos Egípcios, Serápis simbolizava a influência do saber grego no Egipto. Dada a sua riqueza, a Biblioteca foi alvo de atenção dos falsários. Assim, uma das tarefas dos funcionários do Museu consistia em distinguir as obras apócrifas das autênticas. Por exemplo, os poemas homéricos foram analisados por um filólogo do Museu, Zenódoto de Éfeso (final do séc. III a.C.) que assinalou as passagens mais suspeitas, o mesmo ocorrendo com os poemas trágicos e a literatura grega. Assim, nascia no Museu a crítica dos textos. Com a decadência de Atenas, o centro de produção do conhecimento científico muda-se para a nova capital do mundo helénico. Como consequência, dá-se a fusão entre os conhecimentos teóricos dos gregos e os conhecimentos empíricos dos egípcios, fusão essa que está na origem de um período de grande esplendor. Foram inúmeros os sábios que contribuíram para o desenvolvimento da ciência em Alexandria. No decorrer do texto, citar-se-ão os mais relevantes e indicar-se-ão algumas das obras que fizeram com que os seus nomes ficassem para sempre na história da ciência. Fonte: www.educ.fc.ul.pt Biblioteca de Alexandria O ínicio da Biblioteca de Alexandria No século III a.C., a escrita estava presente em todas as tarefas concebíveis na sociedade de Alexandria (extremamente burocrática, e assim, bem organizada e ordenada) dominada pelos gregos: venda de cerveja, manutenção de casas de banhos, autorização de um serviço de pintura, comércio de lentilhas torradas. Em um intervalo de 33 dias, por exemplo, o ministro das finanças Apolônio recebeu 434 rolos de papiros escritos para serem examinados. Não nos causaria surpresa, então, o fato de ter sido exatamente nessa cidade onde o comércio de papiro fortaleceu, pela primeira vez, a palavra escrita que o maior santuário à escrita do mundo antigo foi erguido: a Biblioteca de Alexandria. Ela viria a se tornar tão famosa que, 150 anos depois de de sua destruição, Ateneu de Náucratis ainda escreveria, antecipando ao conhecimento geral de seus eleitores: E quanto ao número de livros, a formação de bibliotecas e a coleção na Galeria das Musas, porque eu devo me pronunciar, já que tudo isso está vivo na memória de todos os homens?A Biblioteca de Alexandria começou a ser a ser formada no governo do sucessor de Alexandre, o grego macedônio Ptolomeu I Sóter (que reinou de 323 a 285 a.C), talvez como um anexo do museu municipal (FISCHER, 2006, p. 53). Fonte: www.tre-rs.gov.br Biblioteca de Alexandria A BIBLIOTECA DE ALEXANDRIA NA ANTIGUIDADE: MEMÓRIA E PATRIMÔNIO NO IMPÉRIO HELENÍSTICO Fundação e origem Alexandre Magno (336-323) nasceu da união de Filipe, o realista, e de Olímpias, a mística,tendo como antepassados míticos, por parte de pai, Zeus e Heracles, Aquiles e Príamo por parte de mãe. O sangue de grandes heróis dos quais acreditava descender parecia estar em suas veias, e apaixonado pelas tradições místicas consulta o oráculo de Amon em Siwah, recebendo dos deuses a resposta que tanto almejava: é proclamado filho de Amon, que lhe promete o império universal. Alexandre sente-se o próprio deus após a proclamação, o que o faz comportar-se como um super-homem. Ao mesmo tempo, seguia os ensinamentos de Aristóteles, adquirindo a cultura helênica através da leitura de Píndaro, Heródoto e Eurípides. Segundo seu mestre, Aristóteles, Alexandre acreditava que a moderação está na base das monarquias e herda dos seus pais a prudência, a inspiração, a reflexão e a intuição, assim como os acessos de cólera e o entusiasmo também vistos em outros Eácidas (da família Molossos a que sua mãe fazia parte), (LÉVÊQUE, 1987, p. 9-11). Filipe morre em 336, apunhalado por Pausânias, época em que Alexandre tinha apenas 20 anos e por ser o primogênito, é proclamado rei pelo exército. Seus ideais de conquistar e civilizar o mundo são então colocados em prática por meio de grandes batalhas, chegando a conquistar terras muito longínquas como o Oriente e a Ásia, […] Alexandre anima o exército com o seu ardor enquanto o dirige com a ciência do estratego mais seguro. De resto, este intrépido cavaleiro, este temível manejador de homens, este capitão grande entre os maiores, mostra-se o mais genial dos organizadores (LÉVÊQUE, 1987, p. 13). O controle das cidades conquistadas é conseguido com a manutenção da administração às quais estavam habituadas: […] assim, tem a sabedoria de não querer unificar um Império polimorfo e de manter em cada região a administração a que elaestá habituada. Esta política de colaboração completa-se através de uma política muito mais ambiciosa e concebida de uma forma radicalmente nova. Alexandre não comunga do ideal pan-helênico, não quer submeter e humilhar o Bárbaro mas, sim, fundi-lo com o Grego num conjunto harmonioso onde cada um terá a sua parte. E como conseguir melhor esta fusão senão multiplicando os casamentos mistos? O rei dá o exemplo: casa com Roxana, filha de um nobre de Sogdiana, depois com três princesas persas. Num só dia, no regresso da Índia, a maior parte dos seus generais e 10000 soldados unem-se com indígenas numa esplêndida cerimônia (as bodas de Susa). Paralelamente, manda educar à maneira grega 30000 crianças iranianas (LÉVÊQUE, 1987, p. 14) Com essas atitudes Alexandre mantém o poder e o controle das cidades conquistadas e expande a cultura grega por vastas regiões, mas somente Alexandria atinge a glória como uma das mais belas cidades do mundo. As estratégias usadas pelo conquistador para expansão da cultura grega demonstram sua habilidade política para com os povos dominados e as imensas regiões conquistadas. Ao promover os casamentos entre povos distintos, permitia uma fusão cultural e lingüística entre os mesmos, atingindo assim seus planos de dominação através da clivagem étnica e cultural. Segundo Flower, Alexandre Magno chega ao Egito cerca de 332 a.C., sendo acolhido pela população como um salvador que a estava libertando do odiado jugo persa: O rei persa Ataxerxes III Oco (da XXXI dinastia) reconquistou o Egito em 343 a.C. e reinou por meio de um governador até a chegada de Alexandre Magno, em 332 a.C. (FLOWER, 2002, p. 11). Devido às muitas lutas pelo poder e invasão de persas e assírias, o reino foi reduzido a uma província do império aquemênida. Após as festividades de sua coroação, Alexandre passa o inverno na costa do Mediterrâneo numa vila conhecida como Racótis, […] no extremo ocidental do Delta e logo atrás da Ilha de Faro (FLOWER, 2002, p. 12). A cidade de Alexandria estabeleceu-se a oeste do delta, no istmo entre o mar e o lago Mareótis, perto do braço Canópico do Nilo: sítio salubre, mesmo no verão, por causa dos ventos etésios. O porto, protegido pela ilha de Faros, fica relativamente ao abrigo das grandes tempestades (LÉVÊQUE, 1987, p. 66). Existem algumas lendas sobre a fundação de Alexandria. Podemos considerar que: Numa versão mais prosaica, seus conselheiros (Alexandre Magno) teriam observado que uma cidade construída em uma faixade terra entre o mar e o Lago Mareótis logo atrás teria a) acesso fácil ao Nilo e ao Delta e b) uma fonte permanente de água doce, vital para o projeto. E ao construir uma estrada elevada para a Ilha de Faro, ele poderia, sem muito esforço, ter o maior e melhor porto da bacia oriental do Mediterrâneo, abrigado dos ventos etesianos e das perigosas correntes do oeste (FLOWER, 2002, p. 13) Alexandre decidiu construir um porto de mar profundo que atendesse a uma armada agressiva e grande frota. Contratou o maior arquiteto da época, Deinócrates, para projetar a cidade, e em 7 de abril de 331 a.C. lançou a pedra fundamental da cidade. Algumas semanas depois ele partiu e nunca mais retornou em vida. Seu corpo foi enterrado por seu sucessor Ptolomeu I Sóter em uma magnífica tumba conhecida como Soma, segundo relato de Flower (2002, p. 15) Mas se Alexandre da Macedônia foi o fundador efetivo de uma cidade que se tornaria o epicentro do pensamento grego e romano dos novecentos anos seguintes, temos de agradecer também a seus sucessores imediatos, os três primeiros ptolomeus, pela criação de seu singular centro de saber (FLOWER, 2002, p. 16). Para Lévêque (1979, p. 39), a cidade era uma grande metrópole cosmopolita e a mais importante do mundo helênico. Um lugar onde conviviam povos distintos como gregos, egípcios, sírios e judeus, uma verdadeira miscelânea de povos, culturas, costumes. Tal variedade permitia uma valiosa efervescência que seria habilmente utilizada como uma estratégia de aculturação lingüística e cultural, como veremos adiante. Após a morte de Alexandre Magno em 323 a.C., o vasto império foi dividido entre seus generais e o Egito coube a Ptolomeu I (filho de um obscuro comandante de guarnição macedônio chamado Lagos) que só se proclamou rei dezesseisanos depois, fundando a dinastia que governou o Egito até este se tornar um estado satélite romano, aproximadamente três séculos depois (FLOWER, 2002, p. 17). Ptolomeu I era um homem de letras e, ligado a tudo referente ao intelecto, procurou se rodear deconselheiros inteligentes. Um desses sugeriu pela primeira vez a criação de uma biblioteca real, sendo a sugestão aprovada pelo rei com todos os recursos possíveis (FLOWER, 2002, p. 19). O sucessor de Ptolomeu I Sóter foi Ptolomeu II Filadelfo, que se casou com sua irmã Arsinoé II. A seu respeito, Flower (2002, p. 21) narra o seguinte: Apaixonado colecionador de livros, Ptolomeu II Filadelfo adquiriu todos os papiros e rolos que podia conseguir, até mesmo bibliotecas inteiras, como a de Aristóteles, emboraos historiadores tenham discutido durante séculos se realmente a obteve inteira. Assim, ao final de seu reinado de quase quarenta anos, os livros transbordavam da Biblioteca para os escritórios e armazéns reais, por isso foi tomada a decisão de construir uma segunda biblioteca para abrigá-los. O projeto foi concretizado por seu filho Ptolomeu III Evergeta (filho de Ptolomeu II Filadelfo e de sua primeira esposa, Arsinoé I), e uma biblioteca filha foi incorporada ao vasto Serapeum Sobre a biblioteca filha, sabe-se que foi construída visto que os rolos de papiro transbordavam da Biblioteca de Alexandria para os escritórios e armazéns reais e seu acervo era constituído pelas melhores cópias elaboradas a partir das boas edições feitas no museu (que assim comoa biblioteca filha, fazia parte do vasto Serapeum), localizados no bairro de Racótis, que abrigava os centros de saber. Ela era freqüentada por pessoas estranhas ao museu, ou melhor, por pessoas da própria cidade, diferentemente do movimento de eruditos e sábios que freqüentavam a biblioteca principal. Assim como seu pai e avô, Ptolomeu II Filadelfo era também um grande admirador das artes e bibliófilo apaixonado, adquirindo carregamentos inteiros de livros e gastando grandes fortunas com códices e papiros raros. Após seu reinado, a tranqüilidade vivida dentro do Museu e da Biblioteca chegou ao fim com os sucessores de Ptolomeu que, devido aos casamentos entre primos e irmãos, foram vitimados pela degenerescência e ataques de loucura. Esses sucessores demonstraram hostilidade com o grande centro de saber e cultura (FLOWER, 2002, p. 22). Para uma melhor compreensão do significado da reunião desses milhares de rolos de papiros buscou-se o conceito de documento que é discutido por Dodebei através de atributos aele relacionados, como formação e suporte físico. Esses atributos, no entanto, não são suficientes para distinguir documento de objeto. Dessa forma a autora busca outros atributos, como prova ou testemunho de uma ação cultural, o que levará ao complexo conceito de memória social. Considera-se a memória como a manutenção de qualquer recorte de ações vividas por uma sociedade (DODEBEI, 2001, p. 60), levando assim ao congelamento das ações escolhidas com o intuito de promover a preservação daquele momento social. A escolha dessas ações representa a sua duplicação em móvel e imóvel, implicando então na noção de representação e, conseqüentemente, de memória. Para Dodebei (2001, p. 60) a memória social é assim retida, por meio das representações que processamos, quer na esfera pessoal memória individual quer na esfera pública memória coletiva. Há, portanto, duas formas de representação para melhor compreensão: pela reprodução, como duplicação de textos, sons e imagens, e por isolamento de um objeto, no caso de um único exemplar. O conceito de documento pode ser compreendido como um constructo, reunindo três proposições: unicidade, virtualidade e significação. No primeiro, unicidade, entendemos que os documentos como objetos de estudo da memória social não são diferenciados em sua essência, visto não se reunirem em categorias específicas. A segunda, virtualidade, leva a uma classificação do objeto, pois a atribuição de predicados ao objeto submetido ao observador dentro das dimensões espaço-tempo éseletiva (DODEBEI, 2001, p. 64). Significação, a terceira das proposições, indica que a transformação dos objetos usados no cotidiano em documentos é intencional, o que os constitui em categoria de tempo e circunstância. A partir dessas proposições, é possível afirmar que não existe memória sem documentos, uma vez que estes só se revelam a partir de escolhas circunstanciais da sociedade que cria objetos (DODEBEI, 2001, p. 64) Em Alexandria tal memória foi formada através dos documentos reunidos na biblioteca, visto que estes representavam as escolhas dos soberanos e dos bibliotecários que indicavam quais obras seriam armazenadas na biblioteca real e quais iriam para a biblioteca filha, num processo incessante de depositar todas as obras disponíveis e em todas as línguas, afirmando assim a primazia sobre outros povos e o domínio cultural advindo deste processo de montagem do acervo. Tal processo de acumulação dos escritos, nas palavras de Le Goff (1990, p. 545, 547-548) significa que: O documento não é inócuo. É antes de mais nada o resultado de uma montagem, consciente ou inconsciente, da história, da época, da sociedade que o produziram [sic], mas também das épocas sucessivas durante as quais continuou a viver, talvez esquecido, durante as quais continuou a ser manipulado, ainda que pelo silêncio. […] O documento é monumento. Resulta do esforço das sociedades históricas para impor ao futuro voluntária ou involuntariamente determinada imagem de si próprias. Assim, o acervo foi formado com o apoio das gerações dos Ptolomeu que, ao incentivarem o acúmulo de rolos nas estantes das bibliotecas, possibilitaram seu crescimento, fortaleceram o domínio cultural e lingüístico, além da imagem de si próprios que construíram através do esforço consciente ao reunirem os documentos-monumentos durante séculos de existência das bibliotecas. Retomando o histórico do centro de saber, encontra-se Demétrio Falereu que foi o grande influenciador de Ptolomeu I Sóter na formação e construção da primeira grande biblioteca, tendo chegado em Alexandria na primavera de 304 a.C., com pouco mais de quarenta anos. Demétrio nasceu numa família rica e influente, recebeu a melhor educação e estudou no Liceu de Aristóteles, convivendo com grandes filósofos, poetas e oradores de seu tempo, Demétrio tinha sido um dos grandes jovens mais poderosos e bem sucedidos do mundo grego, e poucos de seus contemporâneos conseguiram igualar sua fama como orador, poeta e filósofo ou rivalizar seu poder como senhor absoluto de Atenas, que ele governara desde a idade de vinte e oito anos em nome de Cassandro, outro general de Alexandre, que se tornara soberano da Macedônia (FLOWER, 2002, p. 23) No entanto, Poliorceta deu um golpe de Estado e Demétrio foi obrigado a fugir. Sua formação teria influenciado a sugestão que dera ao rei […] um centro de cultura e pesquisa em Alexandria que rivalizaria com os de Atenas, Pérgamo e Cirene, e transformaria a cidade no epicentro da erudição. O resultado foi a formação do que se tornaria a primeira grande biblioteca e centro de pesquisa internacional. Abrigado ao recinto real, o acesso ao Museu e à Biblioteca era limitado de início aos convidados do rei. Mas rapidamente, à medida que o número de rolos e códices cresceu e que sábios locais e estrangeiros eram convidados a estudar ali, o local se transformou em um lugar de estudo público para eruditos reputados […] (FLOWER, 2002, p. 25) Algumas lendas mostram que Demétrio sugeriu a Ptolomeu I que reunisse livros sobre a realeza e o exercício do poder para seu próprio uso. Demétrio recebeu o consentimento do rei e o persuadiu a montar uma biblioteca com cópias de todas as obras importantes já escritas, um projeto ambicioso envolvendo a compra ou cópia de quatrocentos a quinhentos mil pergaminhos (FLOWER, 2002, p.25-26). Para a realização deste projeto, Ptolomeu enviou emissários aos centros acadêmicos do Mediterrâneo e Oriente Médio com a missão de comprar ou mesmo surrupiar trabalhos dos principais filósofos, poetas, matemáticos e dramaturgos. Outro método utilizado foi a revista de todos os barcos que atracavam no porto de Alexandria, procurando manuscritos que, ao serem encontrados, eram confiscados e mantidos em armazéns para posterior cópia, e muitas vezes sequer eram devolvidos. Segundo Jacob (2000, p. 45), a biblioteca então formada era um depósito de livros, no sentido grego do termo, onde rolos de papiros eram arrumados em estantes, em nichos ou contra as paredes. Seus leitores eram sábios e homens de letras que liam, conversavam, e talvez ensinassem a uns poucos alunos em galerias cobertas. Para Jacob (2000, p. 45), Alexandria não era um modelo de catedrais do saber como as bibliotecas de hoje e sim uma biblioteca de Estado, mas sem público, pois sua finalidade era acumular todos os escritos da terra no palácio real, e não difundir o saber de forma a educar a sociedade. Em contraste com o que Baratin e Jacob colocam como o espírito de uma biblioteca: Lugar de memória nacional, espaço de conservação do patrimônio intelectual, literário e artístico, uma biblioteca é também o teatro de uma alquimia complexa em que, sob o efeito da leitura, da escrita e de sua interação, se liberam as forças, os movimentos do pensamento. É um lugar de diálogos com o passado, de criação e inovação, e a conservação só tem sentido como fermento dos saberes e motor dos conhecimentos, a serviço da coletividade inteira (BARATIN; JACOB, 2000, p. 9) Demétrio intrometeu-se na sucessão real e acabou banido por Ptolomeu II Filadelfo quando este soube que Demétrio havia aconselhado seupai a colocar o primogênito como sucessor. Demétrio morreu de uma picada de cobra quando fazia sua sesta; é provável que tenha morrido envenenado por
A cidade de Alexandria foi fundada por Alexandre, o Grande, no ano de 332 a.C, e logo se tornou o principal porto do norte do Egito. Localizada no delta do rio Nilo, numa colina que separa o lago Mariotis do mar Mediterrâneo, foi o principal centro comercial da Antigüidade. Seu porto foi construído com um imponente quebra-mar que chegava até a ilha de Faros, onde foi erguido o famoso Farol de Alexandria, uma das Sete Maravilhas do Mundo Antigo. Farol de Alexandria Sua localização privilegiada, na encruzilhada das rotas da Ásia, da África e da Europa, transformou a cidade num lugar ideal para concentrar a arte, a ciência e a filosofia do Oriente e do Ocidente. A Biblioteca de Alexandria foi construída por Ptolomeu I Soter no século IV a.C, e elevou a cidade ao nível de importância cultural de Roma e Atenas. De fato, após a queda do prestígio de Atenas como centro cultural, Alexandria tornou-se o grande polo da cultura helenística. Todo manuscrito que entrava no país (trazido por mercadores e filósofos de toda parte do mundo) era classificado em catálogo, copiado e incorporado ao acervo da biblioteca. No século seguinte à sua criação, ela já reunia entre 500 mil e 700 mil documentos. Além de ser a primeira biblioteca no sentido que conhecemos, foi também a primeira universidade, tendo formado grandes cientistas, como os gregos Euclides e Arquimedes. Os eruditos encarregados da biblioteca eram considerados os homens mais capazes de Alexandria na época. Zenódoto de Éfeso foi o bibliotecário inicial e o poeta Calímaco fez o primeiro catálogo geral dos livros. Seus bibliotecários mais notáveis foram Aristófanes de Bizâncio (c. 257-180 a.C) e Aristarco da Samotrácia (c. 217-145 a.C). Hipácia foi a última grande cientista de Alexandria. Nasceu em 370 d.C (?) — os historiadores são incertos em diferentes aspectos da vida de Hipácia e a data de seu nascimento é debatida atualmente. Foi filha de Theon, um renomado filósofo, astrônomo, matemático e autor de diversas obras, professor da Universidade de Alexandria. Durante toda a sua infância, Hipácia foi mantida por seu pai em um ambiente de idéias e filosofia. Alguns historiadores acreditam que Theon tentou educá-la para ser um ser humano perfeito. Hipácia e Theon tiveram uma ligação muito forte e este ensinou a ela seu próprio conhecimento e compartilhou de sua paixão na busca de respostas sobre o desconhecido. Quando estava ainda sob a tutela e orientação do seu pai, ingressou numa disciplinada rotina física para assegurar um corpo saudável para uma mente altamente funcional. Hipácia estudou matemática e astronomia na Academia de Alexandria. Devorava conhecimento: filosofia, matemática, astronomia, religião, poesia e artes. A oratória e a retórica, com grande importância na aceitação e integração das pessoas na sociedade da época, também não foram descuidadas. No campo religioso, Hipácia recebeu informação sobre todos os sistemas de religião conhecidos, tendo seu pai assegurado que nenhuma religião ou crença lhe limitasse a busca e a construção do seu próprio conhecimento. Quando adolescente, viajou para Atenas para completar sua educação na Academia Neoplatônica, com Plutarco. A notícia se espalhou sobre essa jovem e brilhante professora, e quando regressou já havia um emprego esperando por ela, para dar aulas no museu de Alexandria, juntamente com aqueles que haviam sido seus professores. Hipácia é um marco na História da Matemática que poucos conhecem, tendo sido equiparada a Ptolomeu (85 – 165), Euclides (c. 330 a. C. – 260 a. C.), Apolônio (262 a. C. – 190 a. C), Diofanto (século III a. C.) e Hiparco (190 a. C. – 125 a. C.). Seu talento para ensinar geometria, astronomia, filosofia e matemática atraía estudantes admiradores de todo o império romano, tanto pagãos como cristãos. Aos 30 anos tornou-se diretora da Academia de Alexandria. Do seu trabalho, infelizmente, pouco chegou até nós. Alguns tratados foram destruídos com a Biblioteca, outros quando o templo de Serápis foi saqueado. Grande parte do que sabemos sobre Hipácia vem de correspondências suas e de historiadores contemporâneos que dela falaram. Um notável filósofo, Sinesius de Cirene (370 – 413), foi seu aluno e escrevia-lhe freqüentemente pedindo-lhe conselhos sobre o seu trabalho. Através destas cartas ficou-se a saber que Hipácia inventou alguns instrumentos para a astronomia (astrolábio e planisfério) e aparelhos usados na física, entre os quais um hidrômetro. Sabemos que desenvolveu estudos sobre a Álgebra de Diofanto (“Sobre o Canon Astronômico de Diofanto”), que escreveu um tratado sobre as seções cônicas de Apolônio (“Sobre as Cônicas de Apolônio”) e alguns comentários sobre os matemáticos clássicos, incluindo Ptolomeu. E em colaboração com o seu pai, escreveu um tratado sobre Euclides. Ficou famosa por ser uma grande solucionadora de problemas. Matemáticos que haviam passado meses sendo frustrados por algum problema em especial escreviam para ela pedindo uma solução. E Hipácia raramente desapontava seus admiradores. Ela era obcecada pela matemática e pelo processo de demonstração lógica. Quando lhe perguntavam porque nunca se casara ela respondia que já era casada com a verdade. A tragédia de Hipácia foi ter vivido numa época de luta entre o paganismo e o cristianismo, com este a tentar apoderar-se dos centros importantes então existentes. Hipácia era pagã, fato normal para alguém com os seus interesses, pois o saber era relacionado com o chamado paganismo que dominou os séculos anteriores e era alicerçado nas tradições de liberdade de pensamento. O cristianismo foi oficializado em 390 d.C, e o recém nomeado chefe religioso de Alexandria, o bispo Cirilo, dispôs-se a destruir todos os pagãos assim como seus monumentos e escritos. Por causa de suas idéias científicas pagãs, como por exemplo a de que o Universo seria regido por leis matemáticas, Hipácia foi considerada uma herética pelos chefes cristãos da cidade. A admiração e proteção que o político romano Orestes dedicou a Hipácia pouco adiantou, e acirrou ainda mais o ódio do bispo Cirilo por ela e, quando este tornou-se patriarca de Alexandria, iniciou uma perseguição sistemática aos seguidores de Platão e colocou-a encabeçando a lista. Assim, numa tarde de 415 d.C, a ira dos cristãos abateu-se sobre Hipácia. Quando regressava do Museu, foi atacada em plena rua por uma turba de cristãos enfurecidos, incitados e comandados por “São” Cirilo. Arrastada para dentro de uma igreja, foi cruelmente torturada até a morte e ainda teve seu corpo esquartejado (dilacerado com conchas de ostra, ou cacos de cerâmica, consoante as versões existentes) e queimado. O historiador Edward Gibbon faz um relato vívido do que aconteceu depois que Cirilo tramou contra Hipácia e instigou as massas contra ela: “Num dia fatal, na estação sagrada de Lent, Hipácia foi arrancada de sua carruagem, teve suas roupas rasgadas e foi arrastada nua para a igreja. Lá foi desumanamente massacrada pelas mãos de Pedro, o Leitor, e sua horda de fanáticos selvagens. A carne foi esfolada de seus ossos com ostras afiadas e seus membros, ainda palpitantes, foram atirados às chamas”. O estúpido episódio da morte de Hipácia é considerado um marco do fim da tradição de Alexandria como centro de ciências e cultura. Pouco depois, a grande Biblioteca de Alexandria seria destruída e muito pouco do que foi aquele grande centro de saber sobreviveria até os dias de hoje. Enrico Riboni descreve os motivos e as conseqüências dessa ação fanática dos religiosos: “a brilhante professora de matemática representava uma ameaça para a difusão do cristianismo, pela sua defesa da Ciência e do Neoplatonismo. O fato de ela ser mulher, muito bela e carismática, fazia a sua existência ainda mais intolerável aos olhos dos cristãos. A sua morte marcou uma reviravolta: após o seu assassinato, numerosos pesquisadores e filósofos trocaram Alexandria pela Índia e pela Pérsia, e Alexandria deixou de ser o grande centro de ensino das ciências do mundo antigo. Além do mais, a Ciência retrocederá no Ocidente e não atingirá de novo um nível comparável ao da Alexandria antiga senão no início da Revolução Industrial. Os trabalhos da Escola de Alexandria sobre matemática, física e astronomia serão preservados, em parte, pelos árabes, persas, indianos e também chineses. O Ocidente, pelo seu lado, mergulhará no obscurantismo da Idade Média, do qual começará a sair somente mais de um milênio depois. Em reconhecimento pelos seus méritos de perseguidor da comunidade científica e dos judeus de Alexandria, Cirilo será canonizado e promovido a Doutor da Igreja, em 1882.” E Carl Sagan nos acrescenta: “Há cerca de 2000 anos, emergiu uma civilização científica esplêndida na nossa história, e sua base era em Alexandria. Apesar das grandes chances de florescer, ela decaiu. Sua última cientista foi uma mulher, considerada pagã. Seu nome era Hipácia. Com uma sociedade conservadora à respeito do trabalho da mulher e do seu papel, com o aumento progressivo do poder da Igreja, formadora de opiniões e conservadora quanto à ciência, e devido à Alexandria estar sob domínio romano, após o assassinato de Hipácia, em 415, essa biblioteca foi destruída. Milhares dos preciosos documentos dessa biblioteca foram em grande parte queimados e perdidos para sempre, e com ela todo o progresso científico e filosófico da época.” Fonte: br.geocities.com Alexandria História de Alexandria Alexandria nasceu em -331 sob as ordens de Alexandre, o Grande, que tinha conquistado o Egito e a libertação do jugo tirânico dos persas (então com 25 anos idade). Diz a lenda que Homer teria aparecido em sonho a Alexander e induziu a fundar uma cidade que levaria seu nome. A escolha do local, na costa do Mar Mediterrâneo, foi estratégica: Alexandria seria capaz de tornar-se o cruzamento de comércio do Mediterrâneo. Após a sua fundação, a cidade se tornou a capital da dinastia ptolomaica do Egito e cresceu rapidamente para se tornar uma das cidades mais importantes do período helenístico , superado apenas pela Roma em tamanho e riqueza. Alexandria Alexandria, famosa por seu famoso farol, uma das sete maravilhas do mundo antigo, foi fundada por Alexandre, o Grande -331. Foi construído sobre as ruínas de uma cidade antiga: Rakhotis. Escritos históricos não são claras sobre isso, para alguns, a cidade era uma vila de pescadores, para outros, o rakhotis prazo, o que pode ser traduzido como “edifício”, foi a primeira cidade construída pelos gregos . Outra hipótese ainda implica que a palavra significa “site”, e simplesmente seria dado pelos egípcios para a área em que foi construído pelo nome Alexander. Basta dizer que o passado da cidade não é clara. Historicamente, o país que foi construído na cidade era habitada por pessoas, pastores e bandidos. Desde o início de seu nascimento, ela prometeu excepcional. Alexander usa Deinocratès Rhodes, um arquiteto grego famoso, para projetar a cidade. Estas palavras são simples; ele quer um plano de grade, com largas avenidas se cruzam em ângulos retos. A cidade não deixará de crescer. De acordo com Ptolomeu em primeiro lugar; filho do fundador da dinastia dos Lagos Lagides, ele foi a cidade compartilhada na morte de Alexander, lá se estabeleceram e decidiu torná-la a capital do Egito -319. Em seguida, nas mãos de seus muitos outros líderes e em breve se tornará um dos centros culturais e intelectuais do mundo antigo. A sua famosa biblioteca existe para alguma coisa … O prédio também abriga um museu, uma academia e uma universidade, foi um longo tempo com o farol, o Santo Graal da cidade. Conhecido em todo o mundo, que atraiu multidões de intelectuais e cientistas dentro de suas paredes. Mas um incêndio devastou a -47 em parte. Mais tarde, a cidade é outra vocação tão importante; apelo comercial e militar. Porto torna-se a base a partir da qual muitos comerciantes e os exércitos da bacia do Mediterrâneo. O advento do cristianismo, no entanto, vai mais fundo marca da cidade e do terceiro século, um sério declínio começou. Os magníficos templos são destruídos, o que restou da biblioteca está fechada, a população diminui fortemente … Em 646, a queda de Alexandria estava no auge. Passado grego que fez tanto por sua influência, deixando a cidade, e deixa-lo às mãos árabes. Em seguida, investiu durante as Cruzadas, Alexandria perde o seu último sinal de grandeza … Seu carro-chefe, que ainda serviu durante séculos, é uma ruína de muitos. Na Idade Média, a cidade era apenas uma pequena vila de pescadores com um passado glorioso. Só no século XVIII e da vinda de Napoleão para a cidade recuperou a sua idade de ouro. No entanto, foi de curta duração; o novo vice-rei do Egito, Mohammed Ali, desvanece-se em um fim último que Alexandria foi a construção de uma nova cidade no local da antiga cidade em 1805 Embora a cidade então experimentou o influxo de grandes populações que vai trazer-lhe uma rica cultura e um novo começo para o seu ofício, a revolução de 1952 obrigou os comerciantes estrangeiros para regressar ao seu país. Hoje uma população de cerca de 5 milhões de pessoas em sua maioria de origem egípcia, Alexandria continuou a ser a mais importante cidade portuária egípcia, mas já não tem a sua antiga influência. No entanto, alguns vestígios do passado ainda permanecem dentro de seus muros, como uma prova imortal que Alexandria foi bem no passado a bela cidade descrita em textos antigos. Podemos admirar as ruínas do auditório romano da cidade, encontrei há pouco no site de um cemitério. A esfinge dois granito rosa perto de Pilar de Pompeu, descoberto em 1906, onde ficou um anexo da famosa biblioteca de Alexandria, pode ser visto. Para mergulhar em tempos mais recentes, o forte de Sultan Qaitbay no local do antigo farol de Alexandria, onde a nova biblioteca de Alexandria, inaugurada em 2002, certamente não vai remover a nostalgia da velha cidade, mas são, no entanto, locais históricos e culturais importantes da cidade. O que você deixou para a antiga Alexandria por algumas ruínas? … O seu porto é um dos mais movimentados no Egito, sua população anteriormente cosmopolita tem traços de sua misto. Mas o esplendor ou mais … Para Alexandria, na sua sabedoria, sabia que ser uma única cidade era para ser uma cidade efêmera. Fonte: www.l-egypte.com Alexandria Alexandria é uma cidade ao norte do Egito, situada a Oeste do delta do rio Nilo, às margens do Mar Mediterrâneo. É o principal porto do país, a principal cidade comercial e a segunda maior cidade do Egito. Tem 3,5 milhões de habitantes (2001). A cidade ficou conhecida por causa do empreendimento de tornar-se, na antigüidade, o centro de todo conhecimento do homem, com a criação da Biblioteca de Alexandria. Possui vastas instalações portuárias(embarque de algodão). A parte ocidental do porto ocupa cerca de 900ha e a parte oriente constitui o porto de pesca. Entre estas duas docas está localizada a cidade maometana, com ruas estreitas e bazares. Possui uma universidade e uma escola superior árabe. É a metrópole do comércio egípcio do algodão e centro de inúmeras indústrias. Tem refinaria de petróleo, central térmica, praia e aeroporto. Fonte: www.fotoserumos.com Alexandria Fundada por Alexandre Magno o Grande, um dia a cidade foi a capital do Egito e recentemente descobriu mais uma de suas antigas histórias… Quase todas as pessoas já ouviram falar sobre as dinastias do Antigo Egito… Especificamente na Dinastia dos Ptolomeus (abaixo), o Egito foi conquistado pelos gregos. Isso ocorreu entre 332 a 32 antes de Cristo, época em que a cidade de Alexandria reinava absoluta. A primeira Biblioteca de Alexandria foi fundada em 306 a. C., por Ptolomeu I, sucessor de Alexandre, o Grande, e continha cerca de 700 mil itens. Os responsáveis pela Biblioteca tinham autorização para comprar todos os pergaminhos existentes da época. Dizem que todos os navios que aportavam na cidade tinham seus pergaminhos confiscados e aos donos eram devolvidas cópias feitas pelos especialistas… Essas e outras façanhas contribuíram para fazer de Alexandria o mais famoso centro do saber da humanidade. Para lá foram estudiosos e pensadores como Arquimedes e Euclides. Durante 700 anos, o país, cenário de uma das civilizações mais importantes da antigüidade, foi sucessivamente invadido. Lentamente helenizou-se, romanizou-se e foi governado por uma série de dinastias estrangeiras. Por fim, os árabes, que chegaram ao delta do Nilo, no século VII depois de Cristo, onde introduziram o islamismo. Hoje, o turismo é uma importante fonte de renda para o país, da mesma forma que o pedágio cobrado pela passagem de navios no Canal de Suez. Seu nome é República Árabe do Egito. A língua oficial é o árabe, mas fala-se também berbere, núbio, inglês e francês. Sua hora local em relação a Brasília é de + 5 horas. Atualmente sua capital é o Cairo, mas outrora a Alexandria ostentou este título, sendo considerada por séculos também a capital cultural do mundo! Território francês entre 1830 a 1930, a cidade está no delta do Nilo e às margens do Mediterrâneo. É a segunda maior cidade do Egito, com mais de 3 milhões de habitantes e com um dos maiores portos do Mediterrâneo. Fundada em 332 a.C., por Alexandre, essa cidade teve papel eminente no último período da Antigüidade egípcia. Capital do reino, era uma cidade com numerosa população grega e judaica. Tornou-se um grande centro comercial e intelectual da antigüidade. Tinha uma impressionante infra-estrutura administrativa, financeira e comercial. Entrou em decadência durante o século I a.C., quando Roma começou a intervir nos assuntos egípcios. A última governante ptolomaica foi Cleópatra, filha de Ptolomeu XII, que reinou graças ao apoio de seus dois amantes: primeiro de Julius Caesar e depois de Marcus Antonius. Na antigüidade existiam sete grandes estruturas consideradas as Maravilhas do Mundo. Tal classificação foi alterada muitas vezes e a que prevalece até hoje, data do século VI d.C. O Farol de Alexandria era uma delas. Construído em 280 a.C., todo em mármore branco, pelo faraó Ptolomeu II, na ilha de Pharos – da qual derivou o nome Farol. Esta estrutura media 134 metros de altura. As Pirâmides que foram construídas muito tempo antes de Cristo, é a única maravilha que resistiu ao tempo… Histórias e histórias são o que os turistas aprendem em qualquer parte daquelas terras. O Forte Qait Bay, construído no século XV, foi durante muito tempo considerado uma das sete maravilhas do mundo faraônico antigo; hoje, é um museu da vida marinha. Athanaeus (fl. c. 200 CE) O Grande Espetáculo e a Procissão de Ptolemy II Philadelphus, 285 BCE Quando Ptolomeu II Philadelphus tornou-se rei do Egito (285 a.C.), ele celebrou sua ascenção com uma magnífica procissão e um festival, em Alexandria. O que segue abaixo é somente uma parte da descrição do elaborado espetáculo… A mera discrição de toda essa pompa, poder e luxúria converge à idéia da Dinastia dos Ptolomeus, o esplendor e toda riqueza da corte deles e os recursos de seus reinados… História Primeiro, eu irei descrever a tenda preparada dentro da velha cidade amuralhada – uma parte do lugar designado para receber os soldados, artesãos e estrangeiros. Era maravilhoso e enorme, podendo acomodar 130 mesas (para banquetes) arrumadas em círculo. O teto era sustentado por 50 pilares cúbicos de madeira, dos quais 4 foram arrumados para parecerem palmeiras. O interior era rodeado de cortinas vermelhas; no meio do espaço, foram suspensos estranhas peles de bestas, de cores e tamanhos variados. Do lado de fora dos pilares havia um pórtico (a céu aberto), o qual estava todo adornado e tinha uma cobertura em arco; essa parte era sombreada por árvores myrtle e louro, assim como outras vegetações. Todo piso estava recoberto com todos os tipos de flôres; para o Egito, obrigado pelo clima agradável e pela gentileza das pessoas que cuidaram da jardinagem, produzidas abundantemente e o ano inteiro, essas flôres que eram escarsas em outras terras e só apareciam em estações epeciais. Rosas, lírios brancos e várias outras flôres nunca faltavam naquele país. Embora o grande entretenimento aconteceu no meio do inverno, havia um show de flôres que extasiavam os estrangeiros. Flôres que eram difíceis de serem econtradas em quantidade para se fazer um buquêt em qualquer outra cidade, aqui, eram abundantes para os convidados… todas essas flôres no grande piso da tenda, davam a aparência de um jardim divino. Em volta da tenda foram colocados postes com animais esculpidos em mármore por artistas, cem em número; enquanto nos espaços entre os postes haviam pinturas de pintores Sicyonian. Alternadamente com esses, foram cuidadosamente selecionadas imagens de todo tipo, também tecidos bordados com ouro, alguns tendo retratos de reis do Egito e algumas histórias da mitologia. Acima deles foram colocadas espadas de ouro e prata, alternadamente. Ao longo seguem lugares e suportes dourados, pratos de prata, conjunto de chícaras etc, desponíveis para os convidados. E agora vamos para o show e a exibição das procissões; que passaram pelo estádio da cidade. Primeiramente, aconteceu a procissão de Lúcifer (nome dado ao planeta Vênus) iniciando-se quando a primeira estrela apareceu. Depois vieram as procissões em honra a vários deuses. Na procissão de Dionísio, em primeiro lugar entrou Sileni para manter fora a multidão. Em seguida veio Satyrs, segurando lâmpadas feitas de madeira ivy. Depois vieram imagens de Victory, tendo asas de ouro e trazendo em suas mãos incensos incandescentes, adornados com folhas de árvore, ouro e túnicas bordadas com figuras de animais. Continuando, vieram garotos com túnicas púrpuras, trazendo fragâncias e mirra, também açafrão em pratos dourados. Depois 40 Satyrs coroados com guirlandas douradas; seus corpos estavam pintados, alguns com púrpura, outros com vermelhão e alguns com outras cores. Cada um deles usava uma coroa dourada, imitando folhas de videira e de ivy. Também vieram Philiscus, o Poeta, que era o mestre de Dionysus, e com ele todos os artesãos contratados para o serviço daquele deus; e ainda os Delphian como treinadores dos atletas, um como treinador dos jovens, outros para treinar os homens. Seguiu-se uma enorme carruagem de 4 rodas transportada por 180 homens. Dentro dela havia uma imagem de Dionysus (10 cubits de altura). No final, havia um vasto número de empregados do palácio carregando vasos de ouro do rei; 24 carruagens carregadas por 4 elefantes cada; em seguida desfilou toda coleção real de animais: 20 carruagens carregadas por antílopes, 15 por búfalos, 8 por pares de avestruzes, 8 por zebras; também por várias mulas, 14 leopardos, 16 panteras, 4 linces, camelos, 24 leões, 1 CAMELOPARDALIS e um rinoceronte etíope, além de outras criaturas estranhas… E, por fim, começou a procissão das tropas (homens a cavalo e à pé), todos marcharam armados e em forma; haviam 57.600 da infantaria e 23.200 da cavalaria. O custo dessa grande ocasião foi de 2.239 “talents” e 50 “minae” (grosseiramente, por volta de 35 milhões de dólares, em 1998). DINASTIA DOS PTOLOMEUS Família Macedônica que reinou no Egito durante o período Helênico, da morte de Alexandre – o Grande, em 323 a.C., até o Egito transformar-se em Província Romana, em 30 a.C. O nome correto seria Dinastia Lágida. A dinastia foi fundada pelo general de Alexandre, Ptolomeu I, que se estabeleceu como governante independente em 305 a.C., adotando o nome de Ptolomeu I Soter. O reino prosperou sob sua gestão e as de seus sucessores, Ptolomeu II Philadelphos e Ptolomeu III Euergetes, que competiu com outra dinastia macedônica, os Selêucidas da Síria, pela supremacia no Mediterrâneo oriental. A capital do reino, Alexandria, cidade cosmopolita com numerosa população Grega e Judaica, tornou-se um grande centro comercial e intelectual da Antigüidade. Os lágidas criaram uma impressionante infra-estrutura administrativa, financeira e comercial. Entraram em decadência durante os séculos II e I a.C., quando Roma começou a intervir nos assuntos egípcios. A última governante ptolomaica foi Cleópatra VII. Ptolomeu XII foi pai de Cleópatra VII, a qual foi amante de Julius Caesar e Marcus Antonius. A moeda abaixo, juntamente de outras, foi encontrada próxima da Costa de Haifa, em Israel. REINADOS DOS PTOLOMEUS Ptolomeu I, Soter (305-283 a.C.) Ptolomeu II, Philadelphos (285-246) Ptolomeu III, Euergetes (246-221) Ptolomeu IV, Philopator (221-205) Ptolomeu V, Epiphanes (205-180) Ptolomeu VI, Philometor (180-145) Ptolomeu VII, Eupator (145) Ptolomeu VIII, Euergetes II (145-116) Ptolomeu IX, Soter (116-106) Ptolomeu X, Alexander I (106-88) Cleópatra II (106-101) Ptolomeu IX, Soter (88-80) Ptolomeu XI, Alexander II (80) Ptolomeu XII, N. Dionysos (80-51) Cleópatra VII, Philopator (51-30) Ptolomeu XIII (51-47) Ptolomeu XIV (47-44) Ptolomeu XV (40) Ptolomeu XVI Septuaginta Versão dos Setenta – Primeira tradução dos escritos do Antigo Testamento hebraico para o grego, produzida em Alexandria, no século III a.C., a pedido de um dos reis macedônicos do Antigo Egito, Ptolomeu II Filadelfo. Durante o seu reinado, os judeus receberam privilégios políticos e religiosos totais. Também foi durante esse tempo que o Egito passou por um grande programa cultural e educacional, sob o patrocínio de Arsínoe, esposa e irmã de Ptolomeu II. Nesse programa inclui-se a fundação do museu de Alexandria e a tradução das grandes obras para o grego. A Septuaginta tomou esse nome pelo fato de ter sido realizada por 70 anciões, trazidos de Jerusalém exclusivamente para a tarefa. Foi rechaçada pelos judeus ortodoxos, numa atitude semelhante ao católicos da Idade Média, diante do reformador protestante Martim Lutero, que traduziu a Bíblia para o alemão, tornando-a acessível ao povo. A idéia era a mesma: Ampliar o conhecimento do Antigo Testamento para a língua grega, para atingir outros judeus alexandrinos, mas os radicais viram este trabalho como uma profanação. A Septuaginta incluía não apenas o cânon hebraico, mas também outras obras judaicas, em sua maior parte escritas nos séculos II e I a.C., em hebraico, aramaico e grego. Esses escritos, mais tarde, vieram a ser conhecidos como os Apócrifos, palavra grega que significa oculto ou ilegítimo. Os judeus consideravam esses livros como não inspirados. Os denominados Apócrifos são 15 livros judaicos, surgidos no período intertestamentário. São eles: 1 e 2 Esdras, Tobias, Judite, Ester, Sabedoria de Salomão, Eclesiastes, Baruc, Epístola de Jeremias, Prece de Azarias e Cântico dos Três Jovens, Suzana, Bel e o Dragão, A Prece de Manassés, 1 e 2 Macabeus. A Septuaginta serviu de fundo às traduções para o latim a para as outras línguas. Tornou-se também uma espécie de ponte religiosa colocada sobre o abismo existente entre os judeus (de língua hebraica) e os demais povos (de língua grega). O Antigo Testamento da LXX foi o texto utilizado em geral na primitiva igreja cristã. O Pilar de Pompéia, um grande pilar de granito cor de rosa, encontra-se nas ruínas do templo de Serapiun. Tal pilar foi dedicado em 297 d.C. ao imperador Diocletian, por sua vitória sobre o cristão Aquiles que havia requerido o título de imperador. O Museu Greco-Romano, fundado em 1891 pelo arqueologista italiano Botti, possui mais de 40 mil relíquias valiosas. O Anfiteatro Romano é uma ruína com 20 terraços em forma de semicírculos, que foi descoberto por arqueólogos, em 1964, localiza-se no distrito de Kom El Dekka. Mosque Abu El Abbas El-Norsi: É uma das relíquias islâmicas da cidade. Fica no distrito de Al Anfushy. Mais recente, em 18 de dezembro passado, jornais noticiaram que fortes terremotos podem ter sido responsáveis pelo desaparecimento de duas cidades do Egito antigo: Menouthis e Herakleion, cujas ruínas, muito bem preservadas, foram encontradas no leito do Mar Mediterrâneo alguns meses atrás. Acredita-se que tais cidades foram submersas há mais de 1.000 anos, sugerindo que a Alexandria de hoje, pode estar sob risco, por encontrar-se sobre uma falha geológica sísmica. Outra história mais recente ainda, 28 de março deste ano, surpreende-nos com o que os representantes da Nauticos Corporation (companhia de exploração oceânica dos EUA) disseram ter encontrado enquanto procuravam um submarino israelense, desaparecido 30 anos atrás. Em lugar disso, encontraram uma embarcação grega que, segundo arqueólogos, tem mais de 2.000 anos e está numa região conhecida como Planície Abissal de Heródoto. Provavelmente, tal embarcação percorria o Mediterrâneo na época entre os reinados de Alexandre o Grande, e Cleópatra, pois os arqueólogos estimaram que o navio afundou entre 200 e 300 a.C. Bem, depois de todas essas histórias, vista-se como os árabes: com a tradicional galabeia (uma espécie de túnica ampla) e perca-se em Alexandria que está muito mais próximo, no tempo, do que se imagina… Fique por dentro Tome cuidado com o que vestir, pois os shorts, por exemplo, são aceitos nas visitas arqueológicas, mas nem tanto nas cidades. Evite também camisetas cavadas. Tome muito cuidado com o sol, use protetor e não se esqueça do boné ou chapéu . A moeda é a libra egípcia. Todas as notas são escritas em inglês de um lado e em árabe do outro. É extremamente difícil trocar dinheiro com cartões de crédito, exceto em grandes hotéis e nos estabelecimentos bancários. O ônibus do Cairo para a Alexandria parte da estação Midan at-Tahrir a cada 30 minutos. O preço é de 25 libras egípcias e o tempo da viagem é de 3 horas. Pode-se ir também de trem, taxi ou de avião. A Egyptair opera entre o Cairo/Alexandria com vários vôos diários, exceto nas terças-feiras. Apesar desse transporte ser o mais caro é o melhor meio de locomoção. O preço é de 124 libras egípcias e o tempo da viagem é de 30 minutos. Sérgio Eduardo Sakall Fonte: www.sergiosakall.com.br Alexandria A cidade O reino egípcio dos Ptolomeus teve sua origem na fundação de Alexandria, um centro urbano no que era antes uma aldeia de pescadores. A cidade foi fundada (332 a. C.) pelo conquistador macedônico Alexandre Magno (356-323 a. C.) para ser a principal cidade portuária da Antigüidade. Ao chegar ao Egito, Alexandre logo tratou de fundar esse novo porto, cujo enorme potencial previu. Batizada como Alexandria, como muitas das outras cidades fundadas pelo conquistador macedônico, essa cidade em breve se tornou uma das maiores de todo o mundo grego. Ao norte possuía dois bons ancoradouros que davam para o Mar Mediterrâneo. O porto foi construído com um imponente quebra-mar que chegava até a ilha de Faros, onde foi erguido um famoso farol para orientar o tráfego marítimo, o Farol de Alexandria, e ficou conhecido como uma das sete maravilhas do mundo antigo. Esse porto tinha capacidade para abrigar as grandes embarcações que se tornaram típicas da época helenística, o que permitiu a Alexandria exportar sua produção excedente para o resto do país e estender o comércio a outras regiões, tornando-se assim a principal base marítima de todo o Mediterrâneo. Foi para lá que Ptolomeu I Sóter (304-283 a. C.) transferiu sua capital, antes localizada em Menphis, antiga e tradicional cidade do Baixo Egito. Cortada por uma avenida principal excepcionalmente ampla, sua área urbana ocupava um território retangular com 6,4 km de comprimento por 1,2 de largura, e sua população por volta de 200 a. C., chegava a meio milhão de habitantes. Estes eram em sua maioria colonos gregos e macedônios, que tinham organização autônoma de privilégios excepcionais. A numerosa comunidade judaica também tinha sua própria administração. Mas a cidade abrigava igualmente dezenas de milhares de egípcios e indivíduos de várias outras raças. Tratava-se de um centro urbano cosmopolita, em escala ainda maior do que Siracusa. Na nova capital os Ptolomeus construíram muitos palácios e instituições públicas, e a cidade atingiu o nível de centro científico e literário por pelo menos durante o meio milênio seguinte, fato que se prolongou durante os primeiros anos da dominação romana. Muitos dos belos edifícios de Alexandria tornaram-se célebres, como o Museu e a Biblioteca, que juntamente com outras instituições atenienses mais antigas figuravam entre os mais importantes centros culturais da época. Havia também os palácios dos Ptolomeus e o templo de Serápis, a divindade que fora introduzida par atender os reclamos nacionais e cujo culto propagara-se rapidamente, assim como o de Ísis, pelo mundo helenístico. No entanto não parecia uma cidade que fizesse parte do território egípcio. Apesar dos canais que a ligavam a o lago Marcótis e ao sul, parecia um superestrutura acrescentada ao país, e era comum as pessoas falarem em viajar de Alexandria para o Egito. A antiga e grande cidade de Alexandria, hoje terceiro núcleo urbano do país em população, com cerca de 3,5 milhões habitantes e principal porto do norte do Egito, fica localizada no delta do rio Nilo, fundada numa colina que separa o lago Mariotis do mar Mediterrâneo. Nesta cidade sempre existiram dois portos, dos quais o ocidental é o principal centro comercial, com instalações como a alfândega e inúmeros armazéns. A fundação da cidade de Constantinopla contribuiu para a decadência da metrópole egípcia. Fonte: www.dec.ufcg.edu.br Alexandria Fundada por Alexandre Magno, no ano 332 a.C., Alexandria é considerada a pérola do Mediterrâneo. Cidade conhecida por ter sido, na Antigüidade, o centro de todo conhecimento do homem, com a criação da Biblioteca de Alexandria. Seu apogeu foi no século 1º a.C., época de Cleópatra, depois da queda se tornou uma vila de pescadores. Com a chegada dos judeus e armênios no final do século XIX, Alexandria renasceu e atualmente é a principal cidade comercial e a segunda maior cidade do Egito. É a metrópole do comércio egípcio do algodão e centro de inúmeras indústrias. Tem refinaria de petróleo, central térmica e aeroporto. Possui uma universidade e uma escola superior árabe. A cidade está localizada ao norte do Egito, a Oeste do delta do rio Nilo, e é o principal porto do país. Entre as docas está localizada a cidade maometana, com ruas estreitas e bazares. As praias são bastante freqüentadas. Outros pontos turísticos são as catacumbas e o forte Qaitbey, do século XV, no local onde estava uma das sete maravilhas do mundo o farol de Pharos, de 283 a.C. e destruído em 1303. Fonte: www.atmturismo.tur.br Alexandria Fundada em 331 a.C. por Alexandre, o grande, no local onde havia uma aldeia de pescadores chamada Rhakotis, foi a mais importante cidade do mundo nos tempos bíblicos. A criação da cidade visava estabelecer uma conexão entre o mundo grego e o mundo egípcio. Uma rica história envolve Alexandria, em sua famosa biblioteca, que foi destruída, estima-se que havia cerca de meio milhão de rolos de papiro que acumulava todo conhecimento do mundo na época. E seu famoso farol, tido como uma das sete maravilhas do mundo antigo, dentre outros monumentos. Alexandria foi tomada pacificamente pelos árabes em 642 d.C., apesar de notarem um cidade repleta de templos, palácios e teatros deram preferência para estabelecer uma capital na cidade do Cairo, que até hoje e a capital do Egito. A cidade que fora na antiguidade a uma das mais importantes do mundo, passou por um período de decadência. Isso se deveu principalmente ao fato das rotas comerciais se dirigirem para os mares do sul. No final do século XVIII, era pouco movimentada e praticamente arruinada. Foi a partir do século XIX, principalmente com a construção do canal de Suez, que Alexandria atingiu um grande dinamismo tornando-se o principal porto do Egito. A antiga Alexandria tem muitos de seus monumentos soterrados, dos quais muitos não acharam vestígios, o palácio de Cleópata, o túmulo de Alexandre e a famosa biblioteca são exemplos. Ao sul do cruzamento da Al Horreya e Daniel el-Nebi foi possivelmente o local onde foi sepultado Alexandre, o Grande, mas seu túmulo não foi localizado, e pode estar de fato sob a Mesquita de Nebi Daniel ou numa necrópole grega nas proximidades. A famosa Biblioteca de Alexandria provavelmente também se encontra nesses arredores. (Tour Egypt, tradução livre) Algumas descobertas arqueológica subaquáticas apontam possibilidades reais de terem encontrado restos de monumentos que podem ser do famoso farol. Outras descobertas, mais a sudoeste, parece ter encontrado restos do que possivelmente foi quartos reais e inclui a eles algumas colunas de granito e magníficas estátuas. A cidade atual é moderna, guarda quarteirões inteiros com casarões árabes-turcos, o Forte Quaitbey e uma nova biblioteca inaugurada em 2001 considerada uma obra-prima. Todo esse complexo da cidade atual está localizado entre o mar Mediterrâneo e o lago Mareotis. Fonte: cidadeselugares.com.br Alexandria O que o Ventor me conta! Ouçam o que ele me diz! Vou contar-vos a história como o Ventor ma contou. Alexandria foi uma cidade importante ao ponto de merecer a intervenção de grandes homens de diferentes civilizações, como Pompeu, outros romanos e gentes de outros quadrantes, mas a sua fama está na sua Biblioteca e na propagação do Helenismo Disse-me o Ventor que uma vez, dois e tal milénios para trás, o seu amigo Alexandre, … aquele que…(o Grande, sabeis!), encontrava-se junto a uma praia numa terra que se chamava Egipto, de pé, apoiando os seus braços na garupa do Bucéfalo a olhar o mar e a pensar nos seus próximos passos quando o Ventor, em mais uma das suas surtidas pelo planeta Terra se aproximou montado no seu cavalo branco Antar. Alexandre largou o Bucéfalo e o Ventor, ainda afastado, largou o Antar e os dois cavalos começaram a correr um para o outro e começaram uma belíssima brincadeira correndo, escabriolando, a par, pela praia fora junto às águas do mediterrâneo. Alexandre, ficou sorrindo, de braços cruzados, vendo os cavalos correr enquanto o Ventor, caminhava devagar, calçando umas sandálias gregas que deixavam entrar a areia seca a roçar-lhe a pele dos pés e penetrando entre os dedos e já estava a ficar danado por ter descido do Antar. O Ventor nunca gostou da areia seca das praias mas, também estava contente, ao ver como o Bucéfalo e o Antar se davam tão bem. Alexandre, ia olhando o Ventor pensando como começar mais uma grande conversa que nunca mais acabava, sobre os desígnios que levaram Alexandre por terras do Egipto. Nessa conversa, voltou a repetir, ao Ventor, as razões porque pretendeu fazer-se Faraó do Egipto (depois fez um sinal com a cabeça apontando para a aldeia de Rhakotis) e como ele, o seu novo Faraó, iria sem qualquer dúvida, tornar-se inesquecível na história das gentes do Nilo. O Ventor sorriu e não achou grande piada, por ele se dizer filho de deuses mas como isso não era da sua conta e daí não viriam grandes males ao mundo, perguntou a Alexandre se achava que se tornaria realmente “grande” pelo fato de se tornar Faraó do Egipto, esquecendo-se que ainda iria ter de voltar a encontrar os persas pela frente e resolver o problema de Dario III que, para Alexandre, tinha cometido o maior crime de todos quando insultou o seu pai (o rei Filipe da Macedônia), então morto. Mas Alexandre, sempre pensativo, sentou-se na areia seca pegando num pauzinho também seco que tinha sido para ali transportado pelas ondas do mar Mediterrâneo e apontando o chão para o Ventor, começou a traçar sulcos na areia. O Ventor ajoelhou-se na areia e perguntou a Alexandre para que serviam aqueles gatafunhos retos e curvos que ele continuava a traçar na areia seca. “O sistema não é bom” – disse Alexandre, ao ver que a areia de tão seca que estava rolava logo entupindo os sulcos e, levantou-se dirigindo-se para a areia húmida, fazendo sinal ao Ventor para o acompanhar. Foi ali na areia húmida das costas do mar Mediterrâneo que Alexandre traçou para o Ventor aquilo que podia ser considerada a planta arquitetônica daquela que viria a ser a bela cidade de Alexandria. Alexandre traçou e retraçou a areia e por fim, virou-se para o Ventor e disse-lhe: “vês! Isto que vês aqui, é a planta daquela que, como tu já sabes, vai ser uma das mais importantes cidades deste mundo oriental”. Depois levantou-se e com as suas sandálias começou a destruir a célebre planta da futura cidade de Alexandria, olhou o Ventor, apontou para a testa e disse: “já está aqui, se não fosse eu a destruí-la seria o mar, e já tenho homem para realizar esta obra, tal como eu a quero. É o Dinocrates”. «Sim, ele é bem capaz», disse o Ventor. E o Ventor prosseguiu com a sua narrativa: Alexandre e eu encontramo-nos ali, junto ao mar nesse local onde hoje fica a cidade de Alexandria e ficamos a olhar as ondas serenas do Mediterrâneo a fazerem a areia rebolar-se naquela espuma branca, onde as gentes da aldeia próxima, chamada Rhakotis se costumavam refrescar. O barulho que ouvíamos junto ao mar, não era a água furiosa, era a areia a rir às gargalhadas quando a água faz cócegas nas barriguinhas bojudas daqueles pedacinhos de rochas desfeitas pelo caminhar dos milénios, as areinhas que estavam, sossegadas, a apanhar sol. Nós, conversávamos sobre aquela mania que o Alexandre teve de se fazer Faraó do grande Egipto numa época desmoralizante para os egípcios, mas Alexandre era um teimoso e teria de levar a dele avante. E levou! Depois achou por bem acalmar a minha má vontade de não o apoiar nessa sua caminhada que levara a cabo algum tempo atrás, quando se entusiasmara pela rababa. Então, olhou-me, pegou no tal pauzinho e riscou na areia o plano daquela que viria a tornar-se numa das mais famosas cidades de tempos passados – a cidade de Alexandria. De repente, numa grande cavalgada pela praia fora, chegavam oficiais de Alexandre com más notícias. Dario III já tinha organizado um poderoso exército e preparava-se para correr, de vez, com Alexandre e as suas falanges das terras que considerava suas. No Egeu e no Mar Negro, as marinhas reorganizavam-se e Dario concentrara o seu poder naval, em Halicarnasso, mas Alexandre não estava só e já conseguira que os barcos de Chipre se aliassem aos seus que já tinham destruído as marinhas fenícia e cartaginesa por causa do cerco de Tiro, na Fenícia. Tiro tinham caído e Alexandre preparava-se para a eventualidade de voltar a ter as forças de Dario III pela frente. E foi isso! Em 6 de Abril de 331 AC, segundo as contas do Ventor, Alexandre deu ordens de marcha às suas falanges que voltaram a passar pela Fenícia rumo à Pérsia de Dario. Porém, antes de partir, deixou Dinocrates incumbido de construir a cidade de Alexandria tal como ele pretendia. Essa cidade foi famosa, fundamentalmente, por se tornar um pólo cultural, com a sua grande Biblioteca, atravessando todo o tempo a que chamamos Helenismo e prosseguindo para além dele. Por isso, hoje, recordo, o nascimento da bela cidade de Alexandria, porque segundo as contas do Ventor, faz hoje 2.338 anos que Alexandre deixou para trás aquele belíssimo local e, por isso, deixo aqui a minha homenagem ao nascimento de Alexandria e à audácia de Alexandre. Fonte: quico97.no.sapo.pt Alexandria A Cidade de Alexandria, principal porto do norte do Egito, fica localizada no delta do rio Nilo, numa colina que separa o lago Mariotis do mar Mediterrâneo. Nesta cidade sempre existiram dois portos, dos quais o ocidental é o principal centro comercial, com instalações como a alfândega e inúmeros armazéns. A cidade foi fundada em 332 a.C., por Alexandre Magno, para ser a melhor cidade portuária da Antigüidade. O porto foi construído com um imponente quebra-mar que chegava até a ilha de Faros, onde foi erguido o famoso farol conhecido como uma das sete maravilhas do mundo. A cidade se tornou a capital do Egito com os Tolomeos, que construíram muitos palácios, além da biblioteca de Alexandria. Atingiu o nível de centro científico e literário da época, fato que se prolongou durante os primeiros anos da dominação romana. A fundação da cidade de Constantinopla contribuiu para a queda da metrópole egípcia. Com os muçulmanos, a decadência de Alexandria avançou ainda mais, sobretudo pelo auge que adquiriu o Cairo.
GUARDIÃ DAS PIRÂMIDES DE GI
Nas areias ao lado das pirâmides, em Gizé, perto do Cairo, está agachada a Esfinge. A significação desse grande monumento ainda nos escapa; nós, que mandamos espaçonaves aos planetas, ainda paramos maravilhados diante desse monstro de pedra e tentamos imaginar em vão os motivos da estranha gente que a construiu. Uma vasta cabeça humana com toucado real ergue-se nove metros acima do corpo de leão com setenta e dois metros de comprimento, esculpido em sólida rocha. Suas feições altivas desprezam as mutilações dos homens e olham com sorriso enigmático através do Nilo, além do sol nascente, transcendendo espaço e tempo, para o infinito insondável do universo. Sua fisionomia serena brilha com um poder cósmico, irradiando uma aura que acalma as mentes das pessoas, evocando ecos de uma idade, de uma civilização gloriosa e maravilhosa governada pelos deuses. Uma tão grande nobreza dominando as paixões transitórias da humanidade lembra aquelas cabeças colossais da pré-história esculpidas nos picos dos Andes e na Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico.
Os sacerdotes egípcios de Saís falaram a Sólon da grande guerra entre os atlantes e Atenas e disseram-lhe da relação entre o Egito e a Grécia; ficamos mais intrigados ainda ao descobrir ambos os países ligados pela Esfinge.
ocasta enforcou-se, Édipo cegou-se e vagueou cego pela Grécia, acompanhado de sua filha Antígona, até que as Eumênides, as deusas da vingança, o levaram da Terra. Ésquilo, Sófocles e Eurípides escreveram peças clássicas sobre essa tragédia; os nossos psicanalistas evocam este complexo de Édipo, a tirania da mãe sobre o homem, que dizem ser a causa de psicoses atualmente. É uma estranha história esta, e muito confusa; poderemos relacioná-la com o Egito Antigo? O grande estudioso Immanuel Velikovsky, com magistral erudição, identifica Édipo com o faraó herético Akhenaton, que subiu ao trono em 1375 a.C. Que relação pode haver entre este santo faraó Akhenaton, que tentou reformar o mundo, e o trágico Rei Édipo, marido de sua própria mãe? Poderiam esses personagens extraordinários ser realmente a mesma pessoa em diferentes épocas e em diferentes países? Existe algum mistério mais profundo por trás da imagem de Akhenaton? Velikovsky afirma com impressionantes argumentos que as esculturas mostram que Akhenaton tinha os membros inchados: Édipo, em grego, significa “pés inchados; as inscrições sugerem que Akhenaton tomou Tiy, sua mãe, como esposa, e gerou filho nela, exatamente como Édipo, que, sem o saber, casou com sua mãe, Jocasta, e gerou nela dois filhos e duas filhas. Por mais repugnante que seja o incesto para o nosso tempo, no Egito Antigo os faraós consideravam-se uma dinastia divina, de modo que, por razões de Estado, casavam irmão e irmã para produzir um sucessor, embora houvesse sem dúvida algumas exceções nessa prática.
O maior símbolo da cultura do Egito antigo, a esfinge de Gizé, teve sua idade reavaliada. Arqueólogos egípcios e americanos analisaram o calcário usado no monumento e concluíram que sua construção ocorreu há mais de 10000 anos e não há 4500 anos, como se imaginava. A esfinge teria sido erguida, então, antes da escrita e das primeiras cidades, na Mesopotâmia. Ela seria mais antiga que a própria História. Fonte: www.starnews2001.com.br Grande Esfinge A grande esfinge de Gizé está situada ao sul do complexo da Grande Pirâmide e perto do templo do vale da pirâmide de Kéfren. Ela é formada por um outeiro rochoso que não fora usado pelos construtores da pirâmide de Kéops na sua busca pela pedra necessária à edificação do monumento e que, na época de Kéfren, foi transformado em um imenso leão deitado com cabeça humana. A cabeça e a parte anterior do corpo foram cinzeladas na rocha viva, completando-se o corpo e as patas com tijolos. Supõe-se que tenha sido revestida de uma camada de gesso e pintada. Seu comprimento é de 73 metros e 15 centímetros, sua altura de 20 metros e 12 centímetros e a largura máxima da face é de quatro metros e 17 centímetros. Só a boca mede dois metros e 30 centímetros, enquanto que o comprimento do nariz pode ser calculado em, aproximadamente, um metro e 70 centímetros e o das orelhas é de um metro e 32 centímetros. Na cabeça traz um toucado real. Quase nada resta atualmente da serpente Uraeus na testa e da barba no queixo, que eram outros símbolos da realeza do faraó. Pensam os arqueólogos que a face representa o rei Kéfren. Uma imagem, também provavelmente desse faraó, foi esculpida no peito, mas pouquíssimo resta dela. Entre as patas estendidas do leão, existe uma grande laje de granito vermelho contendo uma inscrição que registra um sonho tido por Tutmósis IV, faraó da XVIII dinastia, antes de ascender ao trono. Conta ela que certa vez, ao caçar, o príncipe resolveu descansar do forte calor do meio-dia à sombra do monumento e adormeceu. Na época a esfinge era idenfificada com o deus-Sol Harmakhis e este apareceu em sonho ao príncipe e prometeu lhe entregar a Coroa Dupla do Egito se ele mandasse retirar a areia que havia quase que totalmente coberto o corpo da esfinge. Embora a inscrição esteja grandemente danificada em sua parte final, pode-se deduzir que Tutmósis IV realizou o que lhe foi pedido e, em recompensa, tornou-se faraó. A palavra egípcia que designava a esfinge era shesep-ankh, que significa imagem viva, e que os gregos traduziram erroneamente por sphigx, que significa atar, ligar, uma vez que a esfinge é composta por um elemento animal e outro humano ligados entre si. O que é a Grande Esfinge Gizé Esculpido a partir do leito rochoso do planalto de Gizé, a Esfinge é realmente uma maravilha misteriosa, desde os dias do antigo Egito. O corpo de um leão com a cabeça de um rei ou um deus, a esfinge passou a simbolizar força e sabedoria.
Esfinge lado norte com pirâmide de Khafre A partir do lado norte do perfil do Sphinx revela a proporção do corpo para a cabeça. Afigura-se como se a cabeça é muito pequena em relação ao corpo. Por causa da mudança de terreno do deserto, o corpo da Esfinge foi enterrado várias vezes ao longo dos últimos milhares de anos. Mais recentemente, em 1905, a areia foi liberado para expor a magnitude ea beleza da totalidade da Esfinge. As próprias patas estão a 50 metros de comprimento (15 metros), enquanto o comprimento total é de 150 pés (45m). A cabeça é de 30 (10m) metros de comprimento e 14 pés (4m) de largura. Porque certas camadas da pedra são mais suaves do que os outros, há um alto grau de erosão que já custou o detalhe original da figura esculpida. A teoria mais popular e atual do construtor da esfinge sustenta que ela foi encomendado pela quarta dinastia King, Khafre (2558-2532 aC). Khafre era um dos filhos de Khufu (Quéops AKA). A esfinge se alinha com a Pirâmide de Quéfren ao pé da sua calçada. Como uma arredonda o canto nordeste da frente do Sphinx, o alinhamento das duas estruturas se torna mais aparente. Embora a cabeça da Esfinge é mal agredidas em alguns lugares, vestígios da pintura original ainda podem ser vistos perto de uma orelha. Originalmente, acredita-se que a Esfinge foi pintado e era bastante colorido. Desde então, o nariz e barba ter sido arrancada. O nariz foi a infeliz vítima de tiro ao alvo pelos turcos no período turco. É muitas vezes erroneamente assumido que o nariz foi baleado fora por homens de Napoleão, mas desenhos do século 18 revelam que o nariz estava faltando muito antes da chegada de Napoleão.


Na mitologia egípcia nos esclarece I.E.S.Edwards o leão frequentemente figura como o guardião dos lugares sagrados. Como ou quando essa concepção surgiu primeiro não se sabe, mas provavelmente data da mais remota antiguidade. Como tantas outras crenças primitivas, foi incorporada pelos sacerdotes de Heliópolis ao seu credo solar, sendo o leão considerado como guardião dos portões do mundo subterrâneo nos horizontes leste e oeste. Na forma de esfinge, o leão retém a função de sentinela, mas lhe são dadas as características humanas do deus-Sol Atum. Uma inscrição, que data de um período consideravelmente posterior ao tempo de Kéfren, põe as seguintes palavras na boca da esfinge: Eu protejo a capela do teu túmulo. Eu guardo tua câmara mortuária. Eu mantenho afastado os intrusos. Eu jogo os inimigos no chão e suas armas com eles. Eu expulso o perverso da capela do sepulcro. Eu destruo os teus adversários em seus esconderijos, bloqueando-os para que não possam mais sair. Uma possível razão para a identificação das características do deus-Sol com aquelas do rei morto pode ser a crença heliopolitana de que o rei, após a sua morte, realmente torna-se o deus-Sol. A esfinge gigante representaria, assim, Kéfren como o deus-Sol atuando como guardião da necrópole de Gizé. O que é a Grande Esfinge? A Grande Esfinge tem o corpo de um leão e o rosto de um homem. É uma escultura de pedra calcária gigante no planalto de Gizé, perto do Cairo moderno, Egito, medindo 73,5 m. de comprimento por 20 m. em altura. A Grande Esfinge é a mais antiga escultura monumental conhecida. Na estátua está faltando o seu nariz, pelo menos desde os tempos de Napoleão. Provavelmente, ajudando a preservá-la, a esfinge quase foi enterrado na areia. A esfinge está na necrópole egípcia de Gizé que contém os três pirâmides monumentais: A Grande Pirâmide de Khufu (Quéops), que pode ter governado a partir de cerca de 2589-2566 aC, A pirâmide de Quéfren, filho de Quéops (Quéfren), que pode ter governado a partir de cerca de 2558 aC a 2532 aC, e A pirâmide de Khufu neto de Menkaure (Miquerinos). Fonte: www.geocities.com Grande Esfinge A Esfinge de Gizé é um símbolo que representou a essência do Egito durante milhares de anos.
A esfinge é uma criatura mitológica encontrada nas lendas do Egito, Assíria e Grécia da antigüidade. A esfinge é uma guardiã e uma criadora de enigmas. Quem desejar passar por ela tem que responder a seguinte questão: “O que anda de quatro ao amanhecer, de dois ao meio-dia, e de três ao anoitecer?” Na mitologia grega, Édipo foi o primeiro a dar a resposta certa: a humanidade. Engatinhamos quando bebês, andamos quando adultos, e usamos uma bengala (terceira perna) quando velhos. A Grande Esfinge, a mais famosa estátua desta criatura com corpo de leão e cabeça humana, foi construída em Giza, perto das Grandes Pirâmides do Egito, por volta de 2500 A.C. Esta imensa estátua tem mais de 21 metros de altura e 60 de comprimento. A pesar da cabeça da Grande esfinge ter sido danificada por vândalos já na era antiga, a maior ameaça a este monumento atualmente é o ácido contido no ar poluído.
Embora o menino rei, Tutankhamen, tenha sido um governante bastante insignificante há 3200 anos no antigo Egito, morrendo aos 18 anos, a descoberta de seu túmulo em 1922 deu ao mundo seus primeiros exemplos da "vida real" da prática desses povos antigos de enterrar seus faraós com seus tesouros.

O arqueólogo Howard Carter estava procurando por anos no Vale dos Reis do Egito, onde os restos de túmulos de outros faraós foram encontrados. Mas o túmulo de Tut foi o primeiro a ser encontrado completamente selado.
Enquanto Carter e seu patrocinador, Lord Carnavon, quebraram os selos no túmulo e entraram nas claras passagens e câmaras subterrâneas, viram figuras estranhas de ídolos, móveis requintados e outros objetos, todo o ouro.
Abrindo o caixão de Tut, os arqueólogos descobriram a múmia do menino rei, mas provavelmente por causa de algum erro cometido pelos embalsamadores de Tut, o corpo se desintegrou. No entanto, sob os envoltórios da mamãe havia 143 peças de joias feitas de ouro e pedras preciosas.
O corpo de Tut foi devolvido ao túmulo, mas os tesouros foram colocados no Museu do Cairo e ocasionalmente são emprestados como uma exposição para outros países. De 1977 a 1979, esses tesouros viajaram para museus em muitas grandes cidades americanas.
A abertura do túmulo de Tut começou uma "maldição do faraó", pois Lord Carnavon morreu quase imediatamente após a abertura e foi seguido logo depois por vários dos escavadores que escavaram o túmulo.