sexta-feira, 16 de março de 2018

ARTE GREGA ANTIGA

Partenon - na Acrópole grega, construído entre 447 e 438 a.C
          
       
     postado por luzia camila 
16/03/2018
          
          DO POVO

A cultura Grega foi o ponto de partida para boa parte da cultura do mundo ocidental atual. As contribuições deixadas por eles estão presentes na arte, nas escolas de todos os níveis, e até mesmo nas palavras que usamos. 
Muitas são de origem grega. Foi uma civilização - especialmente em Atenas -, que procurou os ideais de liberdade, de otimismo, de secularismo, de racionalismo de glorificação tanto do corpo como do espírito e de grande respeito pela dignidade e mérito do indivíduo. 
O Ocidente tem suas raízes na Grécia. O grego era um povo alegre e idealista. Era voltado para a arte do pensar, a filosofia. Entre eles surgiram os filósofos Sócrates, Platão, Aristóteles entre outros. Platão apresentou uma teoria que dividiu o mundo em dois: o real e o ideal. O mundo real é nossa vida diária, o mundo ideal, é o mundo das ideias, o mundo perfeito, onde através do predomínio da inteligência, tudo representa perfeição, equilíbrio e ritmo.
Foi buscando alcançar esse mundo ideal que o povo grego criou uma civilização na qual predominou a perfeição.

Os historiadores costumam dividir a história grega em três períodos:
– O Arcaico (séc XII a VII a.C.)
– O Clássico ( séc VI, V e IV a.C.)
– O Helênico vai desde a morte de Alexandre (323 a.C.) até a Instituição do Império Romano (30 a.C.)

Todas as mudanças históricas desde o período helenístico, iniciada sob o poder de Alexandre até o domínio da Grécia pelos romanos, sofreram transformações, sobretudo o desaparecimento das cidades-estados, e isso interferiu imensamente na 'arte grega'.

A ARQUITETURA

A arquitetura da Grécia era grandiosa e caracterizava muito bem os períodos em que três povos distintos se destacaram: os dórios, os jônios e os coríntios. Em cada um desses ciclos de governo encontramos um estilo diferente.
O monumento típico da arquitetura clássica grega é o Pártenon, dedicado à deusa Atenéa Pártenos construindo durante o governo de Péricles, na Acrópole, colina rochosa situada no centro de Atenas. Esse Templo dórico, majestoso, foi levantado para se comemorar a vitória dos gregos sobre os persas.
Sua construção data da época de Sólon e seus arquitetos foram Ictíno e Calícrate, sob a direção de Fidias. O templo é uma obra-prima em arquitetura. Construído em estilo dórico, foi trabalhado em tal forma em suas colunas que a ilusão de ótica fica eliminada. Ela é perfeito visto de todos os ângulos..
Hoje o Partenon está em ruínas, pois feito em mármore, não aguentou a ação do tempo e das guerras. 


Pórtico das Cariátides, lado sul do Erecteion


A ESCULTURA 

A escultura grega foi muito trabalhada, tendo na estatuária seu ponto máximo. Suas características são:
-Expressão corporal
-Movimento
-Técnica ante frontal.
O estudo anatômico da estatuária grega é insuperável. A Grécia apresenta um número grande de escultores, entre eles Dédalo, Fídias, Policleto e Miron.
A escultura do séc IV a.C. apresentava traços bem característicos como a paz, o amor, a liberdade, a vitória, etc. Outro traço marcante foi o surgimento do nu feminino, pois nos períodos arcaicos e clássico, representava-se a figura feminina sempre vestida. Praxiteles esculpiu uma Afrodite nua que acabou sendo sua obra mais famosa.

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     Vênus de Milo - séc II a.C  /    Discobolo de Miron - 450 a.C / Afrodite de Praxiteles 370 a.C                                                                                                                                                                                                                                      

PINTURA

O período arcaico deu origem à plástica grega, tanto à escultura quanto à pintura. Também aos pequenos bronzes geométricos e as primeiras estatuetas de marfim e as terracotas denominadas dedálicas – séc VIII a.C. 

Os retratos pouco foram trabalhados pelos gregos, pois suas obras procuravam a perfeição e o retrato exigiria a fidelidade ao modelo, inclusive dos defeitos.

O tempo e as guerras se encarregaram de destruir quase toda a pintura grega e muito pouco chegou até nós. Os gregos trabalharam muito os afrescos, e em muitos casos utilizaram o mosaico para substituir a pintura.

Historiadores encontraram relatos de pinturas lindíssimas por toda a Grécia e salientam, como mestres da pintura grega os nomes de Parrásio, Apeles, Timantes de Citnos, Colotes de Teos, entre outros. 

As primeiras manifestações da pintura grega estão contidas nos vasos de cerâmica, com uma forte decoração linear ou de figuras geometrizadas. Não restaram obras originais da pintura grega nos períodos arcaico e clássico. Desse modo para estudá-la, temos de nos valer de fontes indiretas, entre as quais estão, em primeiro lugar, as decorações dos vasos.

A segunda fonte de informações indiretas está nos afrescos e mosaicos romanos. Os pintores romanos inspiravam-se nos gregos e mesmo os copiavam. Numerosos artistas gregos trabalhavam em Roma e noutras cidades da Itália. Os mosaicos e afrescos de Pompeia , serviram para o melhor conhecimento da pintura grega arcaica e clássica.

Aos poucos foram surgindo as pinturas de cavaletes que começa a ser gradativamente comercializada. Por outro lado os pintores passam a se preocupar com as alegorias literárias e de sentimento mais aristocrático. Também realizam certas conquistas na imitação da realidade, a ilusão do espaço com a aplicação de regras da perspectiva e de volume, através do claro e escuro.

Os maiores pintores do classicismo grego foram Zêuxis, cuja habilidade nas sombras do colorido fizeram dele o mais famoso dos atenienses. Apeles destacou-se pela liberdade de inspiração, pelas inspirações anatômicas, interpretação da realidade e originalidade do colorido. Sua obra foi muito apreciada pelos romanos, sendo que existem cópias em pompeia e herculano. Entre suas obras mais famosas se destacam Afrodite e Calúnia.

A pintura helenística é voltada para a natureza e a realidade ambiental. Nos fins do século I a.C.ela adquire elegância de desenho e sentimento aristocrático. Dentre os pintores destaca-se Timônacos de Bizâncio.


                                                                                            
                                                                                        Fayun - séc II                                                                                              


Afresco Ifigênia levada para o sacrifício 
- Museu arqueológico de Nápolis - séc I


      A CERÂMICA

É na cerâmica que vamos encontrar vários exemplos da pintura, vascular, com motivos de guerra, cenas da vida cotidiana, o mar e seus animais marinhos. No início os gregos apresentavam uma pintura vascular simples, com esmaltes desmaiados e sem brilho. Os vasos eram quase sempre vermelhos, com as figuras em preto.
Evoluindo, a cerâmica passa por grandes transformações, seja quanto á forma, seja quanto à pintura.. Aos poucos os vasos começam a apresentar o fundo em preto e as figuras em vermelho, numa tentativa de conseguir o volume, a terceira dimensão na pintura. Os esmaltes são aprimorados e, no final da história da Grécia antiga, a cerâmica é belíssima, com fino acabamento e uma técnica perfeita.


  

             Museu Louvre  360 - 35- a.C       Museu Gregoriani, Roma 540 a.C.




O MOSAICO

O mosaico grego fez imenso progresso na expressividade, mediante o uso de pedras coloridas, especialmente talhadas, usadas em ricas residências que, conforme as divisões e seu uso, ofereciam ornamentos geométricos, naturezas-mortas, animais ou cenas mitológicas.


Mosaico de Alexandre magno encontrado em Pompéia


período helênico

                                      fim do séc VI                                                    

Encerrando, deixo as palavras do filósofo grego Sócrates:
'O mal é provocado pela ignorância e à medida que o homem tem conhecimento, procura sempre fazer o bem'.slide_13.jpg

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Vida PUBLICIDADE Descendente de uma das principais famílias romanas, imperador de Roma de 54 a 68 da era cristã, Nero tornou-se tristemente célebre por seu governo despótico. Responsável pela primeira perseguição contra os cristãos, foi acusado de ter provocado o incêndio que destruiu Roma durante seu reinado. Lucius Domitius Ahenobarbvs, conhecido como Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus, nasceu em Âncio em 15 de novembro do ano 37. Nero – Imperador – 54 a 68 d.C. Filho de Domitius Ahenobarbvs e de Agrippina II, bisneta de Augustus, foi adotado por Claudius I, a quem sucedeu no poder. Agrippina eliminou os partidários de Britannicus, filho de Claudius, e induziu Nero a casar-se com Octavia, filha do imperador. Quando Claudius I morreu, provavelmente assassinado, no ano 54, Nero foi proclamado imperador. Nos primeiros anos de reinado, sob a influência de seu preceptor, o filósofo Seneca, Nero exerceu um governo equilibrado. Houve, porém, em sua conduta uma verdadeira subversão moral. Mandou matar Britannicus em 55, Agrippina II em 59, Octavia em 62, afastou Seneca, que foi forçado a cometer suicídio, e matou Poppaea a pontapés quando estava grávida. Passou a exercer um governo despótico e cruel e entregou-se à libertinagem. Vaidoso de pretensos dotes artísticos e de cavalaria, instituiu os jogos chamados Juvenália e Neronis, e exibia-se nos teatros e nos circos como Histrião. Favoreceu cultos orientais estranhos à tradição romana e recorreu fartamente aos processos por traição para confiscar bens dos ricos e nobres. Foi acusado de ter provocado o incêndio de Roma, no ano de 64, a pretexto do qual moveu intensa perseguição aos cristãos. Suas extravagâncias e arbitrariedades provocaram o descontentamento no meio militar e a oposição da aristocracia. Sucederam-se as conspirações e as condenações à morte. Em 65, Nero esmagou uma conspiração contra seu governo e condenou à morte 18 acusados, entre os quais Seneca e o poeta Lucanus. Teve de enfrentar as insurreições na Bretanha, em 60 ou 61, e a rebelião judaica, iniciada em 66. No ano 68, Servius Sulpicius Galba, governador da Espanha, marchou contra Roma. Depois que o Senado reconheceu Galba como novo imperador, Nero foi obrigado a deixar a cidade e suicidou-se em 9 de junho daquele ano. Biografia Nero – Imperador Romano Nero nasceu em 37 dC, o sobrinho do imperador. Após a morte de seu pai, sua mãe se casou com seu tio-avô, Claudius, e convenceu-o a nomear Nero seu sucessor. Nero assumiu o trono aos 17 anos, rejeitou as tentativas de sua mãe para controlá-lo, e teve a matou. Ele gastava muito e se comportou de forma inadequada. Ele começou a executar opositores e cristãos. Em 68, ele cometeu suicídio quando o império se revoltaram. Início da vida e ascensão ao trono Nero nasceu como Lúcio Domício Ahenobarbus, filho de Gnaeus Domício Ahenobarbus e Agripina, que era a bisneta do imperador Augusto. Ele foi educado na tradição clássica do filósofo Sêneca e estudou grego, filosofia e retórica. Após Ahenobarbus morreu em 48 dC, Agripina se casou com seu tio, o imperador Claudius. Ela convenceu-o a nomear Nero como seu sucessor, em vez de seu próprio filho, Britannicus, e para oferecer sua filha, Octavia, como a esposa de Nero, o que fez em 50 dC. Cláudio morreu em 54 dC, e é amplamente suspeita que Agrippina ele tinha envenenado. Nero apresentou-se ao Senado para entregar um elogio em honra de Cláudio e foi nomeado imperador de Roma. Ele tomou o nome de Nero Claudius Caesar Augustus Germanicus, e ascendeu ao trono com a idade de 17. O Grande Incêndio Por 64 anos, a natureza escandalosa de palhaçadas artísticas de Nero pode ter começado a causar polêmica, mas a atenção do público foi desviado pelo grande incêndio. O incêndio começou em lojas no final do sudeste do Circus Maximus e devastou Roma por 10 dias, dizimando 75 por cento da cidade. Apesar de incêndios acidentais eram comuns na época, muitos romanos acreditavam Nero começou o fogo para abrir espaço para sua casa de campo planejada, o Domus Aurea. Seja ou não Nero começou o fogo, ele determinou que um culpado deve ser encontrada, e apontou o dedo para os cristãos, ainda um novo e subterrânea religião. Com esta acusação, perseguição e tortura dos cristãos começou em Roma.

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